Destaques do Dia Maringa

Vereadores pedem mais tempo para analisar projeto que autoriza Bíblia como material de consulta nas escolas de Maringá

Vereadores pedem mais tempo para analisar projeto que autoriza Bíblia como material de consulta nas escolas de Maringá

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Os vereadores membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Maringá pediram mais tempo para analisar um projeto de lei que visa autorizar a Bíblia como material de consulta nas escolas da rede municipal. O texto é de autoria da vereadora Giselli Bianchini (PP).

O projeto estava na pauta da reunião da CCJ desta terça (28), quando a Comissão aprovou um pedido de vistas. A proposta de lei tramita no legislativo desde o mês de junho.

O impasse atual diz respeito aos pareceres. No entendimento do jurídico da Casa de Leis, a proposta é constitucional e está apta para tramitar. Em setembro, a mesma CCJ enviou o projeto para análise da Prefeitura. O Executivo enviou a matéria para avaliação da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), que deu parecer contrário a aprovação do projeto. No entendimento da Seduc, a proposta pode ferir o princípio da laicidade do Estado.

Ainda em setembro, a Comissão de Educação da Câmara Municipal já havia recomendado o veto ao texto pela mesma razão. No entendimento dos membros, o Currículo da rede municipal de ensino tem “compromisso com a formação cidadã, crítica e plural, destacando como princípios norteadores a valorização da diversidade, a defesa da democracia e o respeito às diferenças culturais e religiosas”.

No projeto, a vereadora Giselli Bianchini diz que o objetivo da lei é criar “diretrizes para a inclusão da Bíblia como material complementar e paradidático nas escolas da rede pública municipal”, o objetivo da matéria é permitir o uso da Bíblia Sagrada como “fonte de referência literária, histórica e cultural, nos termos da Base Nacional Comum Curricular – BNCC”.

O texto estabelece que o uso da Bíblia como fonte será facultativo para os docentes. Os pais também terão o direito de escolher se querem que os filhos participem, ou não, das atividades que envolvam tal conteúdo.

A reportagem tenta contato com a vereadora Giselli Bianchini (PP) para comentar o assunto.