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A Prefeitura de Maringá prorrogou, em mais seis meses, o prazo final para a entrega das atuais etapas do Eixo Monumental. Inicialmente previstas para o fim de outubro, as intervenções agora deverão ser finalizadas em abril de 2026. O anúncio foi feito pelo próprio Executivo, através de um material institucional veiculado nessa quarta-feira (28).
De acordo com a Prefeitura, a decisão é técnica e tem como objetivo assegurar a qualidade, a durabilidade e a segurança da obra, “diante de falhas de concepção e baixa discussão pública ocorridas na gestão anterior”.
“Nossa prioridade é entregar um espaço público seguro, acessível e durável. No início deste ano, identificamos erros relevantes no projeto herdado e abrimos um ciclo de correções e diálogo com a sociedade para fazer o que precisa ser feito e do jeito certo”, destaca o secretário de Obras Públicas, Artur Tunes.
A prorrogação do prazo é necessária devido aos ajustes de projeto e a uma reprogramação de frentes de serviço para reduzir impactos à mobilidade urbana e ao comércio local ao longo do período de festas de fim de ano.
Segundo dados do portal de Obras Públicas, anexo ao Portal da Transparência da Prefeitura de Maringá, as obras do Eixo Monumental estão cerca de 72% concluídas e receberam, desde 2023, R$ 2,9 milhões em aditivos. Dos R$ 48 milhões previstos para a atual etapa do empreendimento, R$ 29 milhões já foram pagos pelo poder público.
No material institucional, a Prefeitura listou as partes do projeto que receberam alterações. Seriam elas:
• Método de assentamento de piso: o projeto anterior previa assentamento em areia, solução que se mostrou inadequada para as condições de uso e manutenção do Eixo. Neste ano, a atual administração aprovou a substituição para assentamento sobre contrapiso com argamassa, o que eleva a qualidade e aumenta o tempo de execução em razão das etapas adicionais de preparo, cura e controle tecnológico;
• Faixa elevada entre a Praça da Catedral e a Praça Renato Celidônio passou por alterações de projeto e terá execução programada para janeiro, período de menor impacto no trânsito devido ao fim do recesso de festas e às férias escolares;
• Reinserção do ‘caminho das noivas’, elemento tradicional da Catedral, que não estava previsto no projeto e foi reintegrado para preservar o simbolismo e o uso social do espaço;
• Estacionamento aos fundos da Catedral: reconfiguração para criar área aberta e pavimentada voltada a eventos e grandes concentrações, ampliando a funcionalidade do local;
• Paisagismo: substituição e ajuste de especificações para melhor desempenho ambiental, sombreamento e manutenção;
• Ciclovia da Avenida Herval: alteração de traçado para proporcionar mais segurança ao ciclista, continuidade e integração com o sistema cicloviário existente;
• Calçadas e ciclovia no cruzamento da Avenida Duque de Caxias com a Avenida Colombo: revisão de desenho e hierarquização de fluxos para garantir acessibilidade, travessias mais seguras e compatibilização com as demais intervenções.
















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