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O modelo híbrido de trabalho, que combina dias presenciais e remotos, deve se consolidar como a principal forma de atuação no mercado brasileiro. De acordo com pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada em 2025, 85% das empresas do país planejam adotar esse formato até 2027.
O levantamento foi realizado com executivos de diversos setores e indica que a flexibilidade conquistada durante a pandemia transformou-se em uma exigência permanente para profissionais e organizações.
Novo formato
O modelo híbrido surgiu como alternativa ao regime 100% remoto, equilibrando autonomia e colaboração presencial. Ele permite que os funcionários escolham, ou sejam escalonados, para trabalhar parte da semana em casa e parte no escritório. Segundo dados da FGV, as empresas que já implementaram esse sistema relataram aumento de produtividade e redução de custos fixos, especialmente com infraestrutura e transporte.
Além disso, o formato tem sido visto como uma forma de melhorar o bem-estar dos colaboradores. A possibilidade de conciliar rotina profissional e pessoal com mais equilíbrio aparece entre os principais fatores de satisfação, conforme indicam análises de comportamento corporativo realizadas em 2024 pelo LinkedIn Work Trend Index.
Preferência dos trabalhadores
A adesão ao modelo híbrido também reflete uma mudança nas expectativas dos profissionais. Pesquisas de clima organizacional conduzidas pela FGV apontam que sete em cada dez trabalhadores preferem o formato híbrido ao totalmente presencial, citando como motivos a redução do tempo de deslocamento, o maior foco em tarefas individuais e a melhor qualidade de vida.
Empresas que mantêm o modelo exclusivamente presencial relatam maior dificuldade em atrair e reter talentos, especialmente nas áreas de tecnologia, marketing e recursos humanos.
Benefícios
Entre os principais benefícios observados, estão a flexibilidade de horários, a melhor gestão do tempo e a redução do estresse associado ao trânsito e à rotina urbana. Do ponto de vista corporativo, há ganhos financeiros, já que o trabalho híbrido permite otimizar o uso de escritórios, diminuir os custos operacionais e ampliar o alcance na contratação de profissionais de outras regiões.
Segundo o relatório da FGV, mais de 60% das empresas que adotaram o modelo afirmam ter percebido aumento na produtividade após a implementação. Especialistas em gestão de pessoas destacam que, quando bem estruturado, o formato híbrido também favorece o engajamento das equipes e a retenção de talentos.
Tecnologia
Com o trabalho híbrido consolidado, o notebook se tornou o principal equipamento para quem alterna entre casa e escritório. Ele possibilita mobilidade, conexão remota e integração com sistemas corporativos.
Além disso, as empresas têm investido em plataformas de comunicação, armazenamento em nuvem e softwares de gestão para garantir a continuidade das operações e o mesmo nível de desempenho em qualquer ambiente.
De acordo com estudo publicado pela consultoria Solides, em 2024, as companhias que mantêm padrões tecnológicos equivalentes para trabalho remoto e presencial registram melhor desempenho em indicadores de produtividade.
Ferramentas como videoconferência, controle de tarefas e ambientes colaborativos digitais tornaram-se essenciais para a execução das atividades no modelo híbrido.
Futuro do trabalho
A consolidação do trabalho híbrido indica uma mudança estrutural nas relações profissionais no Brasil. Para especialistas em gestão e carreira, o modelo tende a se firmar como padrão até o fim da década, exigindo das empresas políticas claras, investimento em tecnologia e acompanhamento constante da produtividade.
Com 85% das organizações já planejando a adoção do formato até 2027, o modelo híbrido representa não apenas uma tendência de mercado, mas uma nova realidade corporativa, marcada pela flexibilidade e pela busca de equilíbrio entre eficiência e qualidade de vida.
















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