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Copel estima concluir retirada da fiação excedente dos postes de Maringá até o fim de outubro

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A Companhia Paranaense de Energia (Copel) iniciou, nesta semana, uma força-tarefa em Maringá para a retirada de fiações excedentes nos postes da cidade. Responsável pela manutenção dos postes, a empresa aluga as estruturas para empresas de telefonia e internet, que passam os fios no local, mas não os retiram depois que o serviço é encerrado. Em alguns casos, as fiações soltas acabam provocando acidentes.

A força-tarefa é resultado de uma notificação formal feita pelo Procon de Maringá à empresa, ainda em 2025. Na ocasião, foi solicitado que a Copel apresentasse um cronograma de retirada. O cronograma, apresentado neste ano, foi aprovado pelo órgão de defesa do consumidor sem ressalvas e é dividido em 16 etapas, com a empresa se comprometendo a cumprir duas delas por mês. A expectativa é de que o trabalho seja concluído até o fim de outubro.

Os trabalhos tiveram início em bairros das Zona 02 e 09. De acordo com a diretora do Procon de Maringá, Audilene Rocha, o município concordou com o cronograma por entender que todas as regiões da cidade estão igualmente afetadas pelo problema.

“Nós aceitamos o cronograma deles e nós vamos acompanhar essas retiradas. Então, no final de cada mês, nós vamos fazer a verificação nas áreas que eles deveriam providenciar a retirada para saber se, de fato, eles estão cumprindo aquilo que nós acordamos. A única coisa que eles nos pediram foi para nós fazermos a convocação das operadoras, mas nós nos recusamos, porque eles têm poder para fazer a convocação, até porque o contrato é feito direto com a Copel. Mas nós aceitamos o cronograma porque nós sabemos que não é fácil, a cidade inteira está tomada, não é num bairro específico, dois bairros ou três bairros, a cidade inteira tem fio excedente e colocando em risco a vida da população em alguns locais”, disse.

Ao longo de 2025, a empresa de energia foi notificada pelo Procon por problemas com fiação excedente mais de 500 vezes. Onze notificações não foram respondidas, resultando em uma multa de mais de R$ 1 milhão, que a empresa tenta recorrer e ainda está no prazo para tal.

Por meio de nota enviada ao Maringá Post, a Copel confirmou o início dos trabalhos de remoção e afirma ainda insistir na convocação, por parte do Procon, das empresas de telefonia e internet para que auxiliem na força-tarefa. Leia a nota da empresa na íntegra:

“A Copel informa que tem cumprido o cronograma acordado e atendido as solicitações encaminhadas pelo Procon de Maringá. A empresa aguarda uma resposta do órgão sobre uma reunião proposta, com a participação das operadoras de telefonia e dados, que são as responsáveis pela regularização da fiação e correta utilização dos postes. É fundamental que estas empresas respondam por seus ativos, para garantir que o trabalho seja executado de forma eficaz. O levantamento realizado pela Copel aponta que 13% dos postes no município têm alguma irregularidade técnica na ocupação pelas operadoras. Na primeira fase de trabalhos dentro do cronograma estabelecido em parceria com o Procon, 28 operadoras foram notificadas.”

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