As doenças cardiovasculares seguem entre as principais causas de morte no mundo. Diante desse cenário, a prevenção é fundamental. Especialistas ouvidos pela revista Prevention apontam seis hábitos que ajudam a proteger o coração e reduzir o risco de complicações ao longo da vida.
1. Aposte em uma alimentação saudável
A dieta tem impacto direto na saúde cardiovascular, influenciando fatores como pressão arterial, diabetes e risco de infarto, explica a cardiologista Aeshita Dwivedi. Entre os modelos alimentares mais recomendados está a dieta mediterrânea, rica em frutas, verduras, legumes e grãos integrais, com consumo reduzido de carne vermelha.
O cardiologista Corey Bradley orienta limitar gorduras saturadas, excesso de sódio, açúcares adicionados e óleos tropicais, como os de palma e coco.
2. Cultive relações sociais
Manter vínculos sociais fortes também contribui para o coração. Segundo o cardiologista Howard Levitt, conexões sociais estão associadas a níveis mais baixos de estresse, hábitos mais saudáveis e melhores resultados cardíacos a longo prazo.
Por outro lado, a solidão tem sido relacionada a maior incidência de doenças cardíacas, especialmente entre idosos e mulheres. Convívio com familiares e amigos favorece o bem-estar emocional e, consequentemente, a saúde do coração.
3. Pratique atividade física regularmente
A cardiologista Tracy Patel destaca que cada pessoa tem seu ritmo e disponibilidade, mas o essencial é incluir exercícios na rotina de forma consistente. Combinar atividades aeróbicas com musculação é uma estratégia eficiente, mas caminhadas também são uma alternativa válida.
“O melhor exercício é aquele que você gosta e consegue manter no dia a dia”, reforça Levitt.
4. Controle o estresse
O estresse crônico pode elevar a pressão arterial e estimular comportamentos prejudiciais à saúde. Levitt recomenda incorporar práticas simples para aliviar a tensão, como caminhadas, respiração profunda, meditação ou estabelecer limites mais saudáveis no trabalho.
Mesmo poucos minutos por dia dedicados a essas práticas podem fazer diferença.
5. Monitore a pressão arterial
A pressão alta costuma ser silenciosa. Muitas pessoas não apresentam sintomas, mas isso não significa ausência de riscos. Segundo Dwivedi, níveis elevados podem comprometer órgãos vitais como coração, rins e cérebro, além de aumentar o risco de infarto e AVC.
6. Vinho não é sinônimo de proteção
Apesar de existir a ideia de que o vinho pode beneficiar o coração, especialistas alertam para os riscos do consumo de álcool. Tracy Patel ressalta que, embora possa estar associado a momentos de socialização, o álcool também aumenta a inflamação e prejudica o sono e o humor.
A recomendação é moderação e atenção aos efeitos individuais no organismo.
















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