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Maringá registra um dos menores índices de otimismo do Paraná

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O setor empresarial maringaense começa o primeiro semestre de 2026 com o “pé no freio”. Enquanto o Paraná apresenta uma média de otimismo moderada, Maringá registrou um dos menores índices de expectativas positivas entre as principais regiões do Estado. Segundo a Pesquisa de Opinião do Empresário, realizada pela Fecomércio PR e Sebrae/PR, apenas 20,8% dos empreendedores locais acreditam em um cenário favorável para os próximos seis meses.

Curitiba e a Região Metropolitana estão no topo do ranking, com 33,5% de confiança. Em seguida está Londrina, com 32,2%. No comparativo regional, o otimismo maringaense supera apenas o de Ponta Grossa (15,8%), evidenciando um ambiente de maior ceticismo no noroeste do Estado em relação ao desempenho dos negócios no curto prazo.

Os empecilhos ao otimismo 

O estudo aponta que a principal barreira para o crescimento neste início de ano é a carga tributária, citada por 43,2% dos entrevistados em todo o Estado, um salto de mais de 10 pontos percentuais em relação ao último semestre. O setor produtivo menciona os reflexos da Reforma Tributária, que, na visão de muitos, trouxe mais complexidade burocrática do que alívio no bolso.

Outro gargalo que trava a economia maringaense, historicamente forte no setor de serviços, é a falta de mão de obra qualificada, mencionada por 35,1% dos entrevistados. “O empresário quer crescer e até planeja contratar, mas esbarra na dificuldade de encontrar profissionais prontos para as novas demandas do mercado”, analisa o diretor-técnico do Sebrae/PR, César Rissete.

Investimentos 

Apesar dos números, a esperança segue para 30,6% empresários da região, que confirmaram que pretendem realizar investimentos até junho. O foco dos investimentos não será em expansão, mas em reforma de instalações, atualização de máquinas e, principalmente, investimentos em marketing e propaganda para atrair o consumidor.

Um dos pilares do PIB local, o setor de serviços é o segmento mais confiante no estado, com 34,3% de expectativas favoráveis. O desafio agora será transformar essa confiança setorial em números reais para a economia do município, equilibrando as contas entre os juros elevados e a necessidade de inovação.