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Gaeco divulga imagens de operação que resultou na prisão de três policiais militares em Maringá; veja

Gaeco divulga imagens de operação que resultou na prisão de três policiais militares em Maringá; veja

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Maringá, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25) a Operação Armeiro, que resultou na prisão preventiva de três policiais militares lotados no 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM).

Os três militares atuam na PMPR há mais de 10 anos e ocupam cargos de soldados e cabo. O trio atuava na ROCAM (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas), mas acabou sendo afastado do grupo especial.

Além do cumprimento dos mandados de prisão, também foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e oito mandados de busca pessoal.

Durante a operação, agentes do Gaeco, em conjunto com a CHOQUE e a corregedoria da PM, realizaram também a apreensão de diversos itens de valor, como relógios de luxo e joias, além de armas, diversas munições, dinheiro em espécie e até mesmo um pedaço de ouro.

Veja, a seguir, imagens divulgadas pelo Ministério Público durante a operação deflagrada nesta quarta (24).

Em nota, a PMPR disse que “[…] reafirma seu compromisso com a legalidade, a moralidade e a transparência, não compactuando com quaisquer condutas que se desviem da lei e atuando de forma firme e colaborativa para identificar e reprimir eventuais irregularidades praticadas por seus integrantes”. Leia na íntegra.

“Na manhã desta quarta-feira (25), a Corregedoria da Polícia Militar do Paraná (PMPR), em apoio ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), cumpriu medidas judiciais expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual (VJME), no âmbito da Operação Armeiro, direcionada a militares estaduais que atuam no município de Maringá. As ordens de prisão preventiva foram expedidas em desfavor de três policiais militares.

A Corregedoria da PMPR iniciou as investigações e acompanhou o caso até a deflagração das medidas judiciais nesta data. Nas esferas administrativa e criminal, serão instaurados os procedimentos cabíveis para a apuração rigorosa dos fatos.

A Polícia Militar do Paraná (PMPR) reafirma seu compromisso com a legalidade, a moralidade e a transparência, não compactuando com quaisquer condutas que se desviem da lei e atuando de forma firme e colaborativa para identificar e reprimir eventuais irregularidades praticadas por seus integrantes.”

A OPERAÇÃO

O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu na manhã desta quarta-feira (25), três mandados de prisão preventiva, oito mandados de busca e apreensão e oito mandados de busca pessoal no âmbito da Operação Armeiro. As investigações apuram a prática dos crimes de promoção a organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas, dentre outros, com possível envolvimento de agentes de segurança pública.

Expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual, as ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Maringá e Mandaguaçu, em endereços relacionados aos investigados, com o apoio e a atuação conjunta, desde o início das investigações, do 4o Batalhão de Polícia Militar e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná. Os mandados foram dirigidos a três policiais militares lotados na cidade de Maringá (todos eles presos preventivamente na operação), a três pessoas físicas e duas pessoas jurídicas.

Esquema – As investigações tiveram início em março de 2025, após o Gaeco de Maringá receber informações relacionadas à possível prática de vários crimes envolvendo os militares, civis e pessoas jurídicas. Com o avanço das apurações, foram obtidas evidências de que um dos policiais atuava como braço armado de uma organização criminosa e era responsável pelo repasse de informações sigilosas, realização de cobranças violentas, intimidações, fornecimento de armas de fogo, inclusive fuzis, e assassinatos por encomenda. Apurou-se ainda que os três policiais se valiam de suas funções públicas para realizar tratativas com traficantes, manipular ocorrências policiais, forjar flagrantes e desviar substâncias entorpecentes apreendidas, o que faziam de forma estruturada e reiterada. Também foi constatado que o esquema de apropriação de drogas envolvia várias outras infrações penais, como agressões físicas contra pessoas abordadas, falsidades ideológicas, destruição de vestígios e fraudes processuais qualificadas.

Referência – O nome da operação deve-se à forma de atuação de um dos investigados, que fornecia armas de fogo para a agremiação criminosa e cujos armamentos eram utilizados especialmente para o êxito do narcotráfico.