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Policiais presos em Maringá são investigados por realizar assassinatos por encomenda de organização criminosa

Policiais presos em Maringá são investigados por realizar assassinatos por encomenda de organização criminosa

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Os três policiais presos preventivamente na manhã desta quarta-feira (25), em Maringá, são investigados por suspeita de realizarem assassinatos por encomenda para uma organização criminosa. A informação foi confirmada pelo Comando Regional da Polícia Militar (PM) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em coletiva de imprensa.

Os agentes, todos lotados no 4º Batalhão da PM, foram presos em seus endereços em Maringá e serão encaminhados ao presídio da Polícia Militar (PM), em Curitiba, onde deverão permanecer até o fim das investigações. Dois dos policiais tinham mais de 15 anos de corporação, enquanto outro estava na PM há mais de 10 anos.

As investigações tiveram início em março de 2025, após o Gaeco de Maringá receber informações relacionadas à possível prática de vários crimes envolvendo os militares, civis e pessoas jurídicas.

De acordo com o promotor de Justiça Marcelo Alessandro Gobbato, há indícios de que os agentes, além das mortes feita sob encomenda, também forneciam armamentos para a organização criminosa. A origem das armas e a quantidade de assassinatos cometidos ainda serão apurados pela investigação.

“Houve o avanço das investigações e a identificação por hora caminha no sentido de mostrar evidências do envolvimento de alguns policiais militares com uma organização criminosa já conhecida aqui na região de Maringá, inclusive no que se refere a fornecimento, compartilhamento de dados sensíveis e sigilosos dos bancos de dados da Polícia Militar, portanto em violação a atuação da instituição, da Polícia Militar, para além disso também evidências quanto ao fornecimento de armas de fogo para essa organização criminosa e para além disso também cobranças intimidatórias, inclusive assassinatos por encomenda”, disse o promotor, em coletiva nesta quarta-feira (25).

Segundo o Coronel Mildenberger, do Comando Regional da Polícia Militar, os três policiais investigados atuavam em patrulhamento nas ruas. Há cerca de dois anos, eles teriam sido afastados da Rocam, unidade especializada com apoio de motocicletas, quando surgiram os primeiros indícios de envolvimento com as organizações criminosas. A investigação que deu origem a Operação Armeiro surgiu em 2023, após uma prisão efetuada pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc).

“Inicialmente eles atuavam na ROCAM do 4º Batalhão e depois eles foram afastados da Rocam e trabalhavam na Rádio Patrulha. Esse afastamento da Rocam já foi uma medida administrativa do comando do batalhão em razão dos indícios apontados na investigação da Denarc. A partir deste momento eles estarão sendo encaminhados para Curitiba, onde que é o presídio militar, presídio penitenciário, que é o 21º Batalhão. Não havendo vagas, eles serão encaminhados ao Complexo Médico Penal, que é uma alternativa que se tem para manter os policiais e os militares que são presos”, afirmou.

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