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A Prefeitura de Maringá irá pagar R$ 2,6 milhões para a contratação de uma plataforma que será responsável pela geração e compilamento de dados sobre o transporte coletivo na cidade. O contrato entre o município e a Bry Usa Serviços de Tecnologia, do Distrito Federal (DF), foi publicado no Portal da Transparência nesta semana.
De acordo com o contrato, firmado via Dispensa de Licitação, a empresa especializada em desenvolvimento de sistemas deverá fornecer um software, com licença de uso para 12 meses, além de oferecer capacitação de uso para servidores da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e disponibilizar funcionários para atendimento ao público, de forma remota, 8h por dia, 7 dias por semana.
Conforme o memorial descritivo, o sistema de gestão deverá usar os números computados nas catracas dos ônibus do transporte coletivo para quantificar a quantidade média de usuários nos dias úteis, sábados e domingos, além de uma série de outros indicadores, como os itinerários mais demandados e se os motoristas cumprem os horários.
Em entrevista ao Maringá Post nesta terça-feira (10), o secretário de Mobilidade Urbana de Maringá, Luciano Brito, explicou que o objetivo da plataforma é fiscalizar a qualidade do serviço ofertado na cidade. Conforme ele, o setor de fiscalização do transporte público na Semob dispõe de apenas quatro servidores. Com a tecnologia, a tendência é de que o tempo seja otimizado.
Segundo Brito, os dados levantandos permitirão que a cidade trabalhe políticas públicas para o setor com maior precisão.
“Na verdade, nós estamos cumprindo com algumas determinações, algumas obrigações que nós temos, tendo em vista que a tarifa paga pelo cidadão, ela é subsidiada pelo município, então, nós precisamos ter uma melhoria nessa gestão dos dados da bilhetagem, mas em termos de gestão, será muito importante porque nós precisamos melhorar, profissionalizar, integrar a parte operacional da empresa funcionária com a parte de fiscalização por parte da Semob. Hoje nós temos em circulação uma média de 70 a 80 ônibus de transporte coletivo e temos apenas, no horário do expediente, 4 servidores (de fiscalização)”, disse.
“Para que tenhamos realmente mudanças efetivas na mobilidade urbana, nós precisamos termos, precisamos verificar qual é o perfil desses deslocamentos, o perfil dos usuários, o comportamento dos usuários, então, com base no ponto de origem e destino, embarque e desembarque de cada usuário, nós vamos traçar metas para melhorarmos o traçado de cada linha”, completou.
A empresa deverá começar operar daqui a 30 dias. Após isso, os dados começarão a ser compilados diariamente.
















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