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O presidente de uma cooperativa de crédito em Mandaguari oficializou sua renúncia na tarde desta segunda-feira (23). O dirigente já estava afastado de suas funções de maneira provisória desde a última quinta-feira (19), após a formalização de uma denúncia de assédio realizada por uma colaboradora contra ele.
O agora ex-presidente ocupava o cargo há quase duas décadas. O caso passa por uma investigação independente conduzida pelo sistema da cooperativa para avaliar a conduta ética e administrativa do ex-presidente, mas também por um inquérito instaurado pela Delegacia da Polícia Civil de Mandaguari para apurar as implicações criminais da denúncia.
Em nota, a cooperativa de crédito confirmou a renúncia e confirmou que o ex-presidente solicitou o desligamento do cargo. Leia a nota na íntegra:
“O Sicredi trata com absoluta seriedade a denúncia recebida internamente, atribuída ao presidente da Cooperativa Sicredi Agroempresarial PR/SP e informa que o dirigente — que já estava afastado de suas funções — com base no posicionamento do Conselho de Administração da cooperativa, renunciou no dia de hoje (23.03.2026) ao seu cargo, garantindo apuração isenta dos fatos e das investigações em andamento.
Reforçamos que a instituição não tolera qualquer forma de violência, discriminação ou abuso, e atua de maneira firme, por meio de investigação independente, para assegurar um ambiente seguro para todas as pessoas.
Por respeito às pessoas envolvidas e ao devido processo legal, o Sicredi não comenta detalhes específicos do caso. Reitera, ainda, seu compromisso com a ética, a transparência, o acolhimento e a responsabilidade institucional.”
Segundo informações, quem assume o cargo é o atual vice-presidente, que já havia liderado a instituição em período anterior. O mandato vigente se estende até 2028.
Cabe agora ao Conselho de Administração, composto por nove membros, decidir se o atual substituto concluirá o período ou se uma nova eleição será convocada para definir a liderança definitiva da cooperativa.
O Maringá Post procurou o ex-presidente da instituição, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.
















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