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O preço do quilo de peixes vendidos em peixarias de Maringá pode variar bastante de estabelecimento para estabelecimento. Isso é o que aponta uma pesquisa realizada pelo Procon de Maringá entre os dias 25 e 27 de abril.
Entre os itens com maior variação está o filé de pescada congelado, encontrado entre R$ 22,90 e R$ 89, uma diferença de 288,65% entre os estabelecimentos pesquisados. Outro produto com grande diferença no preço é a sardinha eviscerada congelada, que teve preços entre R$ 12 e R$ 38,80, variação superior a 220%.
A pesquisa também identificou uma diferença grande em produtos bastante consumidos durante a quaresma. O camarão sete barbas congelado, por exemplo, foi encontrado entre R$ 45 e R$ 120, enquanto o bacalhau do Porto em postas teve preços entre R$ 239 e R$ 380 o quilo nas peixarias pesquisadas.
Ao todo, o levantamento analisou 38 tipos de pescados e frutos do mar, sem diferenciar se os produtos eram importados ou nacionais, considerando apenas o preço praticado e a porção.
Diante das diferenças encontradas, o Procon orienta os consumidores a pesquisar antes de comprar, além de verificar fatores como procedência, conservação e validade dos produtos.
Movimento nas peixarias
Em pleno período de quaresma, período em que tradicionalmente aumenta o consumo de peixe, comerciantes da cidade relatam mudanças no movimento das lojas.
No Empório do Peixe, a proprietária Daniela Santos conta que o movimento neste ano está melhor do que em 2025. Segundo ela, muitos clientes começaram a consumir peixe desde o início da quaresma e o movimento foi grande durante boa parte do período.
Entre os produtos mais procurados no local estão o bacalhau, salmão e os pratos prontos, voltados principalmente para quem busca praticidade e não quer se preocupar com o preparo das refeições.
Daniela explica que alguns clientes consomem peixe apenas neste período. “Os chamados quaresmeiros costumam procurar mais os peixes de rio, como piapara e tilápia”, conta.
Já na Peixaria Pirajú, o movimento deste ano se mantém semelhante ao registrado em 2025, de acordo com o sócio-proprietário Jean Santana.
Santana conta que os produtos mais vendidos continuam sendo sardinha, tilápia e bacalhau. Segundo o proprietário, durante a quaresma o perfil dos clientes não muda, mas a frequência de compra aumenta.
“Quem costuma comprar peixe uma vez por semana passa a comprar duas vezes, quem compra duas passa a comprar três e por aí vai”, explica.
A pesquisa do Procon também alerta que os preços dos pescados podem sofrer alterações frequentes. Por isso, a recomendação é que o consumidor compare valores entre os estabelecimentos antes de realizar a compra.


















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