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Política educacional de Paraná fortalece inclusão e acolhimento a estudantes estrangeiros 

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Mais de 24 mil estudantes estrangeiros estão matriculados na rede estadual de ensino no Paraná. O número engloba estudantes do ensino regular, da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e do Curso de Português para Falantes de Outras Línguas, ofertado pelo Centro de Línguas Estrangeiras Modernas (Celem). 

De acordo com os registros, cerca de 12 mil matrículas são de estudantes venezuelanos; seguidos por Haiti e Cuba, com aproximadamente 2 mil alunos respectivamente; Paraguai é representado por 1,4 mil alunos. 

Em sequência, destaca-se as nacionalidades de Argentina, Colômbia, Bolívia, Portugal, Japão, Peru e Espanha.  

O compromisso da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) manifesta que: “Todo migrante que vem ao Brasil, em suas diferentes condições, tem direito a educação básica. No processo de adaptação em um novo país, o desafio imposto pela língua se destaca” enfatizou Roni Miranda, secretário estadual da Educação. 

Alunos Migrantes: 

José Luís Fermin Bellorin, de 16 anos, que cursa o 2° ano do Ensino Médio, comenta que ele encontrou um ambiente receptivo uma vez chegou à escola. 

“Minhas dificuldades não foram muitas. Uma delas sempre era a pronúncia de palavras ou frases longas. Nunca tive a necessidade de alguém para fazer a tradução de certas palavras. Eu sempre perguntava para algum professor ou adulto responsável” enfatizou. 

Com o tempo, José Luís menciona que percebeu mudanças significativas. Ele se autodenomina mais questionador, além de destacar que os amigos e professores lhe ensinam muitas coisas todos os dias. 

Outro caso é o do estudante angolano Antônio Duarte, de 17 anos; o jovem que está há pouco mais de dois anos no Brasil, relata uma experiencia positiva desde o ingresso na rede estadual. 

“O meu contato com a escola pública do Paraná foi legal, tem sido uma experiência bem bacana. Estou aqui desde o primeiro ano do Ensino Médio e fui bem acolhido. Tenho tido destaque nas aulas, interagido bastante com professores e colegas. Então, digo que já me adaptei”, afirma Antônio. 

O estudante migrante que chega ao Paraná sem documentos que comprove a sua escolaridade, porém queira estudar, tem três maneiras de ingressar ao ensino regular: classificação; matrícula na série compatível com a idade; e revalidação de estudos incompletos. 

O acesso pleno à educação em todos os níveis e modalidades de ensino é garantido aos estudantes estrangeiros de acordo com a Deliberação n°09/01 do Plano Estadual de Educação.