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Quase 200 casos de ataques de aranhas foram registrados em Maringá no ano de 2025

Quase 200 casos de ataques de aranhas foram registrados em Maringá no ano de 2025

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O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Maringá (UEM) registrou, no ano de 2025, 193 notificações de ataques envolvendo aranhas. Em 2024, o setor registrou no ano todo 152 casos, o que representa um aumento de 22% nos atendimentos no ano passado. O setor é responsável pelas notificações de toda a 15ª Regional de Saúde do Paraná e concentra atendimentos em Maringá e região.

Em 2025, dados do CIATox apontam 121 casos de ataques com aranhas não-determinadas (em muitos casos, não é possível a identificação do animal pela vítima); 44 de aranhas armadeira; 15 de aranhas-marrom (loxosceles); 9 de aranhas de jardim (lycosa); e 2 casos de caranguejeiras e viúvas marrons (latrodectus), totalizando 193 casos.

Segundo a coordenadora do CIATox, a enfermeira Márcia Guedes, na região de Maringá o maior fator de preocupação é a aranha armadeira, espécie com maior interesse de saúde pública, com 44 casos no ano passado. A armadeira pode atingir de 3 a 4cm de corpo, com até 15cm de envergadura. O habitat preferencial é a mata, mas é muito encontrada em residências. 

“A armadeira é uma aranha peçonhenta e reativa, que se arma para atacar a vítima. Devido à prevalência em todo o território nacional, é bem provável que parte importante dos ataques de aranhas não identificadas seja de armadeira. No entanto, devido à ausência de identificação do animal, isso não pode ser afirmado”, explicou Márcia.

Uma espécie que também traz preocupação é a aranha-marrom. De comportamento pouco agressivo e tamanho diminuto (1 a 3 cm), geralmente ataca quando provocada. Muitos casos de ataques são de aranhas que foram “comprimidas” contra o corpo da vítima, ao vestir roupas, calçados ou manipular toalhas. A picada geralmente é indolor, com manifestação após cerca de 8 horas, com aparecimento de bolhas, edemas, área pálida e queimação.

Como evitar acidentes

As orientações do CIATox para evitar ataques de aranhas são sempre verificar roupas, lençois e cobertores. É fundamental “sacudir” as peças antes de vesti-las, assim como não deixar roupas ou calçados no chão. Outro ponto importante é a manutenção da limpeza das residências e quintais. “É fundamental impedir a proliferação de insetos, principalmente baratas e cupins, que são os principais alimentos das aranhas”, pontuou Márcia.

É importante usar luvas grossas para manipular áreas de mata, folhas secas ou madeira empilhada. Em caso de acidente, é primordial evitar mobilização excessiva e manter a vítima em repouso, com o membro atingido levantado para diminuir a intensidade da dor. O local da picada deve ser lavado somente com água e sabão.

A vítima deve ser levada o mais rápido possível a um serviço de saúde. É recomendado fotografar o animal para fins de identificação, mas com cuidado para não colocar novas pessoas em risco.

É vital observar o que não se deve fazer nos casos de picada. Segundo a coordenadora do serviço, não é recomendado fazer torniquete ou garrote no local da picada (o que pode provocar necrose ou gangrena e dificultar a extração do veneno), nem tentar chupar a peçonha. “Não é possível retirar o veneno após a inoculação desse modo. A sucção, aliás, pode piorar as condições do membro atingido”, salientou.

É igualmente desaconselhável colocar outras substâncias no lugar da picada (pó de café, querosene, folhas, pomadas), pois elas podem irritar a pele e piorar a situação da vítima.

Como procurar o CIATox

O CIATox tem plantão de atendimento 24 horas, todos os dias da semana. O setor do HUM atende pelo telefone e WhatsApp, no número (44) 3011-9127, em caso de dúvidas ou acidentes.

Ao procurar o setor, para facilitar o atendimento, é fundamental identificar-se (nome e número de telefone), fornecer idade e peso da vítima, comentar como foi o contato ou exposição da vítima ao animal, se foi intencional ou não, o horário da exposição e local da ocorrência (se residência, ambiente externo etc.). A observação dos sintomas também é primordial para um bom atendimento na chegada da vítima.

Serviço

  • Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) do Hospital Universitário da UEM
  • Horário: Atendimento 24h, todos os dias da semana
  • Telefone de contato: (44) 3011-9127
  • Local: Av. Mandacaru, 1590, Parque das Laranjeiras, 87083240, Maringá/PR.