O advogado de defesa do médico residente que efetuou disparos de arma de foto e atingiu uma paciente de raspão no hospital Cemil, em Umuarama, se manifestou sobre o ocorrido.
Em nota divulgada à imprensa, a defesa do médico residente Gabriel Damasceno Camargo afirmou que ainda não teve acesso integral aos autos do processo e que somente por meio de análise técnica, minuciosa e responsável de todos os elementos de provas já produzidos será possível um pronunciamento adequado. Leia a nota na íntegra.
“A defesa de Gabriel Damasceno Camargo vem esclarecer, a respeito dos fatos recentemente noticiados envolvendo suposta tentativa de homicídio, que não teve acesso integral aos autos do processo.
Somente com a análise técnica, minuciosa e responsável de todos os elementos de provas já produzidos será possível um pronunciamento adequado.
A defesa reafirma seu compromisso com o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, princípios fundamentais do Estado Democrático de Direito, destacando que qualquer conclusão antecipada se apresenta prematura, especialmente antes do esclarecimento completo dos fatos.
Tão logo haja o conhecimento amplo do conteúdo processual, a defesa adotará todas as medidas cabíveis e poderá se manifestar de forma mais detalhada.
Por fim, reforça-se que o caso deve ser tratado com a cautela necessária, preservando-se os direitos e garantias individuais de todas as partes envolvidas.”
O CRIME
O médico residente que realizou um disparo de arma de fogo dentro do Hospital Cemil, em Umuarama (164 quilômetros de Maringá) na tarde desta quarta-feira (15), alegou sofrer transtorno de bipolaridade. Ele prestou depoimento à Polícia Civil.
A ocorrência foi registrada ainda no começo da tarde. De acordo com a Polícia Militar (PM), testemunhas acionaram o 190 e relataram um disparo dentro da unidade hospitalar. O suspeito, que é residente em ortopedia, fazia o atendimento a uma paciente no momento do ocorrido. O disparo acertou a paciente de raspão, que precisou de atendimento, mas passa bem.
O homem que, segundo testemunhas, estava ‘fora de si’, tentou roubar um veículo e fugir após a chegada dos policiais, mas acabou detido a poucos metros do hospital. Em depoimento, ele não soube explicar a razão de ter sacado a arma e nem o motivo de estar portando o armamento. Também conforme os policiais, o médico alegou estar fazendo uso de medicamentos contra depressão.
Segundo a Polícia Civil, ele foi preso em flagrante pelos crimes de homicídio simples tentado e roubo com resultado morte tentado. A identidade do profissional foi preservada.
Por meio de nota, o Conselho Regional de Medicina (CRM) afirmou que “irá instaurar processo de sindicância para apurar as circunstâncias” do ocorrido. O profissional será afastado da residência até que o caso seja resolvido.
















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