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OAB Maringá promove debate sobre participação feminina na política e adere ao movimento “Pula pra 50”

OAB Maringá promove debate sobre participação feminina na política e adere ao movimento “Pula pra 50”

A OAB Maringá realizou, na última terça-feira, 14 de abril, o evento “Mulheres na Política”, reunindo a diretoria da Subseção, advogados e advogadas, autoridades e representantes da sociedade civil para um importante momento de reflexão sobre a presença feminina nos espaços de poder e os desafios para a efetiva igualdade de gênero.

Promovido pela Diretoria de Comissões e pela Comissão da Mulher Advogada, com apoio da Comissão de Direito Eleitoral e de diversas comissões temáticas, o encontro destacou a necessidade de ampliar a participação feminina na política, diante de um cenário ainda marcado pela sub-representação e pelo crescimento dos casos de violência política de gênero.

A programação contou com uma roda de conversa mediada pela diretora de comissões da OAB Maringá, Juliana Van Linschoten, reunindo nomes de destaque na área, como Emma Roberta Palú Bueno, diretora de comissões da OAB Paraná, a juíza Apoema Carmen Ferreira Vieira Domingos Martins Santos e a advogada Laura Oliveira. As participantes trouxeram diferentes perspectivas sobre o tema, abordando desde desafios estruturais até caminhos para o fortalecimento da representatividade feminina.

EQUIDADE DE GÊNERO

Um dos momentos mais marcantes da noite foi a assinatura do termo de adesão da OAB Maringá ao movimento “Pula pra 50”, iniciativa liderada pelo Grupo Mulheres do Brasil, que defende a paridade de gênero nos espaços legislativos. Com a adesão, a Subseção reforça seu compromisso institucional com a promoção da equidade e o fortalecimento da democracia.

O evento também foi marcado pelo lançamento da obra “Olhares de Antígona – Volume II”, que reúne artigos de autoras de diferentes áreas do Direito e reafirma o protagonismo feminino na produção acadêmica e no debate jurídico contemporâneo.

CONTEXTO E RELEVÂNCIA

Apesar de as mulheres representarem mais de 51% da população brasileira, sua presença na política ainda é significativamente inferior. Atualmente, ocupam cerca de 18,1% das cadeiras na Câmara dos Deputados e menos de 20% no Senado.

O cenário se agrava diante do aumento expressivo das denúncias de violência política de gênero, que cresceram de forma significativa nos últimos anos. Persistem, ainda, desafios estruturais, como candidaturas femininas sem apoio efetivo e a desigualdade no acesso a recursos eleitorais.

Diante desse contexto, o evento se consolida como um espaço qualificado de diálogo, escuta e construção coletiva, abordando temas essenciais como cotas de gênero, candidaturas femininas, violência política contra a mulher e os entraves à equidade na disputa eleitoral.

Mais do que discutir números, o encontro reforça a necessidade de transformação estrutural: não basta ampliar candidaturas femininas, é preciso garantir condições reais de participação, com espaço, recursos e voz.