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“Achei que não sairia viva”: grávida relata tortura no Maranhão

“Achei que não sairia viva”: grávida relata tortura no Maranhão

A jovem Samara Regina Dutra, de 19 anos, relatou momentos de terror após ser agredida e torturada dentro da casa onde trabalhava, em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís (MA). Grávida, ela afirmou ter temido pela própria vida durante as agressões, que teriam sido cometidas pela empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e pelo policial militar Michael Bruno Lopes Santos, presos nesta semana.

Segundo o depoimento, os dois a ameaçaram com uma arma e iniciaram uma série de agressões após acusá-la de ter furtado um anel avaliado em R$ 5 mil. “Falava que se não aparecesse eu ia levar um tiro. Dava socos na região do pescoço, ele me arrastou pelo cabelo. Antes de encontrar o anel, eu já tinha aceitado que não ia sair dali viva. Ela pegou, colocou no dedo e depois disso me bateu”, contou ao Fantástico, da TV Globo.

O objeto foi encontrado posteriormente em um cesto de roupa suja, mas, mesmo assim, as agressões continuaram. No chão, Samara tentou proteger a barriga para evitar que os golpes atingissem o bebê. “Eu protegia só a minha barriga. Como eu estava no chão, tinha medo deles me chutarem”, relatou.

Após conseguir escapar, a jovem buscou ajuda na casa de uma amiga que mora no mesmo condomínio. A polícia foi acionada e esteve no local, mas, segundo Samara, não realizou a prisão naquele momento. “Pediram o endereço e me levaram até lá, fiquei no carro enquanto falavam com ela. Durou cerca de três minutos”, disse.

Exames realizados no Instituto Médico Legal confirmaram as agressões, com registros de socos, tapas e lesões no rosto, nas costas e no braço esquerdo, além de marcas pelo corpo e ferimento causado por instrumento contundente.

Apesar do trauma, a gestação não foi afetada. Ainda assim, a jovem afirma que o medo permanece e cobra justiça. “Ficou aquele medo. Veio tudo à tona, como um filme bem doloroso. Espero justiça, na cabeça deles ia ficar por isso mesmo”, afirmou.
 

Empresária presa por suspeita de torturar empregada grávida também está grávida, segundo defesa, que deve pedir prisão domiciliar; Justiça aponta violência extrema contra vítima de 19 anos, com agressões físicas, psicológicas e uso de arma.

Folhapress | 07:00 – 08/05/2026