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Ata do Copom reforça que passos futuros podem incorporar informações novas sobre a guerra

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O Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou, nesta terça-feira (24), que os próximos passos na calibragem da taxa básica de juros poderão levar em conta novos dados sobre a intensidade e a duração dos conflitos no Oriente Médio, além dos impactos diretos e indiretos sobre a inflação, diante do “forte aumento da incerteza”.

A avaliação consta na ata da reunião de março, divulgada nesta manhã. Assim como no comunicado anterior, o colegiado não indicou qual será o ritmo dos cortes da Selic nem o tamanho total do ciclo de redução.

Na última quarta-feira (18), o Copom reduziu a taxa básica em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. Foi o primeiro corte após quase dois anos, já que a última redução havia ocorrido em maio de 2024.

Na ata, o comitê reafirmou que pretende conduzir a política monetária com “serenidade e cautela” diante do cenário de incertezas. O colegiado também destacou que a decisão é compatível com a estratégia de levar a inflação para perto da meta. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, informou.

O Copom manteve as projeções de inflação. A estimativa é de alta de 3,9% para o IPCA em 2026 e de 3,3% no terceiro trimestre de 2027, horizonte relevante da política monetária, ambos acima do centro da meta de 3%.

Para os preços livres, a projeção é de alta de 3,7% em 2026 e 3,3% em 2027. Já os preços administrados devem subir 4,3% e 3,2%, respectivamente.

As estimativas consideram o cenário de referência com base no Relatório Focus de 16 de março, bandeira amarela de energia elétrica no fim de 2026 e 2027, câmbio inicial em R$ 5,20 e evolução conforme a paridade do poder de compra. Já os preços do petróleo seguem a curva futura por seis meses e depois avançam 2% ao ano.

 

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Folhapress | 08:18 – 24/03/2026