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Neste mês de março, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados (CSLEI) encaminhou documento ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, manifestando apreensão em relação a alteração da escala 6×1.
Segundo a CESLEI, a redução de 44 para 36 horas semanais vai provocar perda de 658 milhões de horas por mês no Brasil. Diante desse cenário será necessário a contratação adicional de 3,65 milhões de trabalhadores, com custo adicional de R$ 228 bilhões/ano em salários e encargos.
No setor de pecuária de leite, a gravidade seria muito elevada. De acordo com o presidente da Câmara Setorial, a situação vai ficar bastante complicada no setor de lácteos, pois a matéria-prima, o leite, é perecível. “É uma atividade que exige trabalho contínuo, sem possibilidade de interrupção para evitar perdas e, consequentemente, prejuízo ao produtor”, destaca.
Ele ressalta que o setor já convive com escassez de mão de obra qualificada, alta carga tributária e crise por causa dos produtos provenientes da Argentina e Uruguai. “Mais um golpe coloca em risco a atividade pelo País, podendo gerar desabastecimento, inflação e êxodo rural”, complementa.
Volpi defende que o debate sobre a escala 6×1 deve ocorrer, apenas, em 2027. Depois de concluído o processo eleitoral. Ele acrescenta que o tema é sensível e requer uma discussão equilibrada, sem viés político. “A mudança precisa considerar o aspecto econômico e a realidade de cada segmento produtivo”, resume.
Segundo estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP, a redução da jornada vai gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano na agropecuária do Paraná. O levantamento considera uma base de 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual estimada em R$ 24,8 bilhões, valor que inclui salários e encargos obrigatórios como FGTS, INSS patronal, provisão de férias e 13º salário.
“O Brasil não está preparado para essa mudança, que terá reflexos negativos significativos, com aumento do custo de produção e redução dos investimentos, colocando em risco o crescimento do país e comprometendo empregos”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “A proposta do fim da escala 6×1 não pode ser usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição. Esse debate precisa ocorrer com serenidade”, reforça.
















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