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Cafés produzidos na região de Maringá estão entre os melhores do Brasil; saiba por quê

Cafés produzidos na região de Maringá estão entre os melhores do Brasil; saiba por quê

Os cafés produzidos em Mandaguari, na região de Maringá, no Paraná, vêm se destacando entre os melhores do Brasil pela qualidade e pelas características sensoriais únicas, resultado da combinação entre solo fértil, clima equilibrado e a dedicação das famílias produtoras. Cultivado em pequenas propriedades e com manejo artesanal, o café da região alcançou reconhecimento nacional e se consolida como símbolo de excelência e tradição.

Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Café de Mandaguari (Cafeman), Fernando Eliza, o diferencial está no terroir, que reúne fatores naturais e humanos que influenciam diretamente no sabor e na identidade do produto. “O nosso terroir é característico de cafés especiais. O clima, o solo e a altitude fazem com que os cafés da região sejam diferentes de qualquer outro do Brasil. Eles têm identidade própria e um sabor único”, destaca em entrevista do GMC Online.

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Foto: Arquivo Pessoal

O Trópico de Capricórnio, que atravessa a região, garante equilíbrio térmico, com dias quentes e noites frias, ideal para o desenvolvimento dos grãos. Somado à terra roxa rica em nutrientes, o resultado é um café com doçura natural, acidez equilibrada e notas frutadas, de chocolate e caramelo. Pesquisas apontam ainda que as bactérias do solo local não consomem o açúcar do fruto, preservando o dulçor e as propriedades originais da bebida.

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Foto: Arquivo Pessoal

O padrão de qualidade segue critérios rigorosos, exigindo cafés com pontuação mínima de 80 pontos na escala internacional da Specialty Coffee Association (SCA), que classifica os cafés especiais. “Desde o plantio até a torra, tudo é feito de forma diferenciada. A colheita é seletiva, feita apenas com grãos maduros. Depois, há um processo específico de secagem e de classificação. O resultado é um café zero defeito, de altíssimo nível”, explica Fernando.

A região reúne 50 produtores associados, em sua maioria pequenos agricultores familiares, que mantêm viva a tradição do cultivo artesanal. “A família trabalha junta, o que valoriza o campo, mantém os jovens na atividade e gera renda sustentável. É um trabalho feito com amor e técnica, que se reflete na xícara”, afirma o presidente da Cafeman.