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CPMI do INSS acaba em briga após quebra de sigilo de Lulinha; assista

CPMI do INSS acaba em briga após quebra de sigilo de Lulinha; assista

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A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foi encerrada em meio a discussões físicas, nesta quinta-feira (26). Os deputados e senadores aprovaram a quebra de sigilo bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula.

Lulinha foi citado na nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema nacional de descontos associativos não autorizados que lesou milhões de aposentados e pensionistas de todo o Brasil. 

De acordo com a Polícia Federal, Fábio é citado nas mensagens de Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, principal operador do esquema criminoso. Entre as conversas, há a citação de repasse de ao menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz”, que, de acordo com os investigadores, seria uma alusão a Lulinha.

A defesa de Lulinha, afirmou por meio de nota oficial, que não há nenhuma relação dele com as fraudes contra os beneficiários do INSS, não tendo participado de desvios nem recebido quaisquer valores de fontes criminosas.

Diante da incessante campanha midiática reproduzindo dados parciais e sigilosos de uma investigação em andamento, entendi ser necessário requerer ao STF acesso à investigação”

Revelou o advogado Guilherme Suguimori Santos.

O advogado de Lulinha informou que o cliente se colocou à disposição do Supremo para prestar esclarecimentos, assim que a defesa tiver acesso aos autos do processo, o que ainda não ocorreu segundo a equipe jurídica do filho de Lula. 

Após a aprovação da quebra de sigilo, alguns parlamentares entraram em confronto. Governistas protestaram na mesa diretora e a oposição reagiu. 

A sessão foi suspensa por conta da confusão. No retorno, o deputado Paulo Pimenta (PT),  afirmou que irá solicitar a anulação da votação por quebra do regimento ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).