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Quem passa diariamente pela Avenida XV de Novembro, na quase no cruzamento com a Avenida Paraná, em Maringá, pode ter notado um detalhe curioso ao olhar para cima. Entre os mais de 100 prédios atualmente em construção na cidade, o empreendimento ali localizado carrega uma peculiaridade que o torna único: eliminar o número “13”.
O prédio em questão é o futuro “Ária Home Life e SPA”, empreendimento de alto padrão da Construtora Futuro e Pedro Granado Imóveis. Na marcação dos pavimentos, que é possível ser vista pelos pedestres na rua, o edifício ‘salta’ o 13º andar, indo do 12º direto para o 14º. E a construtora garante que não é algo só da fase de obras: depois de pronto, o edifício não terá o 13º andar nos elevadores.
Mas qual o motivo desta peculiaridade? O Maringá Post foi atrás da resposta. De acordo com o Diretor Comercial da Pedro Granado Imóveis e da Construtora Futuro, Téo Granado, a situação não tem nenhuma relação com a política, hipótese que chegou a ser ventilada por curiosos. Segundo ele, eliminar o número “13” tem relação com uma superstição norte-americana e que, há alguns anos, é replicada em todos os prédios da Construtora.
“Na verdade, não é somente esse prédio. São todos os edifícios da Construtora Futuro. A gente não faz a nomenclatura do andar 13. Isso ficou muito evidente na eleição, essa época de polarização, gente que gosta de um lado, gosta de outro, mas a verdade é que isso não teve nada a ver com política e, sim, com o número. Quando a gente foi para o mercado americano fazer vendas nos Estados Unidos de apartamentos, em busca de ver novas tendências dos empreendimentos, a gente notava nas visitas que não existia o número 13 nos elevadores. Trata-se de uma superstição deles, de lá. Ficamos com isso na cabeça e decidimos implantar aqui”, relata.
E a superstição é real. Em Nova York, um dos grandes berços do mercado imobiliário norte-americano, 8 em cada 10 prédios não têm o 13º andar. Corretoras locais consultadas pela agência de notícias Bloomberg atribuem a situação ao fato do 13 ser amplamente associado ao azar.
“Quando iríamos fazer lançamentos de empreedimentos, notávamos que os instalados no 13º andar eram os que menos saíam. As pessoas só compravam quando, realmente, não havia outra opção disponível. Pensando nisso, decidimos facilitar aos nossos clientes e tirar o número de vez”, descreve Téo.
Apesar de garantir que a decisão é associada a superstição americana, Granado admite que clientes falam, abertamente, sobre não gostar do número por razões políticas.
“É evidente que a grande maioria dos nossos compradores não gostam do número mesmo e a maioria é por razões políticas. A grande maioria dos nossos investidores, eles não gostam do número 13 e eles falam abertamente isso. Ontem mesmo eu estive falando sobre um edifício que nós vamos lançar, expliquei que ele não teria o 13º andar e alguém já me falou “que bom, se tivesse o 13 eu não comprava (risos)”. E isso pegou gosto pelos nossos investidores. Raramente aparece alguém que gosta do número”, finalizou.
















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