O lançamento de mísseis iranianos contra a base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico, elevou o nível de alerta em países europeus e reacendeu preocupações sobre o alcance do arsenal de Teerã. A instalação, operada em conjunto por Estados Unidos e Reino Unido, fica a cerca de 4 mil quilômetros do território iraniano.
O ataque ocorreu na noite de sexta-feira (20), quando dois mísseis balísticos foram disparados em direção à base. Segundo autoridades, não houve danos: um dos projéteis falhou durante o trajeto e o outro foi interceptado pelo sistema de defesa americano.
A ação foi inicialmente divulgada pela imprensa dos Estados Unidos e posteriormente confirmada por fontes britânicas e pela agência iraniana Mehr. O veículo estatal classificou o episódio como um “passo significativo”, destacando que o alcance dos mísseis iranianos pode superar estimativas anteriores.
O episódio reforça avaliações de que o programa de mísseis do Irã, considerado um dos pilares estratégicos do regime, pode ter capacidades ainda pouco conhecidas. O país mantém um dos maiores arsenais do Oriente Médio, com armamentos capazes de atingir longas distâncias e, em alguns casos, com potencial para transportar ogivas nucleares.
A escolha do alvo também chamou atenção. Diego Garcia não costuma figurar no centro das tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel, que se intensificaram nas últimas semanas. Por isso, a ofensiva foi vista como atípica, já que a base não tem o mesmo peso estratégico de instalações americanas em países do Golfo, como Catar e Arábia Saudita.
Especialistas apontam que, com um alcance de até 4 mil quilômetros, mísseis desse tipo poderiam atingir diversas capitais europeias, incluindo Atenas, Roma, Berlim, Paris e até Londres.
A reação internacional foi imediata. O Reino Unido classificou o ataque como uma atitude “imprudente”, embora autoridades britânicas afirmem que, até o momento, não há evidências concretas de que o Irã tenha capacidade operacional para atingir o território europeu.
Já Israel aproveitou o episódio para reforçar críticas ao programa militar iraniano. O governo de Benjamin Netanyahu voltou a afirmar que Teerã representa uma ameaça global e defendeu maior alinhamento internacional para conter o avanço das capacidades militares do país.
















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