Uma idosa proprietária de uma pousada em Planaltina, no Distrito Federal, foi atacada por uma hóspede no último domingo (5). O caso só veio à tona porque câmeras internas do estabelecimento registraram toda a sequência de violência, que durou vários minutos e mostrou a mulher agredindo a dona do local de forma repetida.
As gravações, segundo a Polícia Civil, mostram Maria Luiza Lemos Azevedo em estado de forte embriaguez. Antes de qualquer contato com a vítima, ela aparece arrancando plantas, quebrando objetos e danificando a área externa da pousada, em um comportamento descrito pelas autoridades como um “surto de fúria”.
A proprietária, ao ouvir o barulho, saiu para verificar o que estava acontecendo. Assim que se aproximou, foi empurrada pela hóspede e caiu de costas no chão. Mesmo após a queda, a agressora retornou ao local e continuou a atacar a idosa, que permanecia no chão, enquanto a namorada de Maria Luiza tentava intervir sem sucesso.
De acordo com o advogado da vítima, Jairo Zelaya, o casal havia alugado um dos apartamentos da pousada para permanecer por um mês e estava hospedado havia cerca de uma semana. Ele afirmou que a discussão entre as duas mulheres começou por um motivo banal e evoluiu para depredação e violência.
A idosa relatou à polícia que foi insultada e ameaçada de morte durante o ataque. Vizinhos acionaram a Polícia Militar, que encontrou o local com portas danificadas, vidros quebrados e vestígios de sangue. Maria Luiza foi localizada nua nas proximidades, ainda alterada, e precisou ser orientada a se vestir antes de ser levada à delegacia.
Após a prisão, ela passou por audiência de custódia e recebeu liberdade provisória. A decisão impôs restrições: não pode deixar o Distrito Federal por mais de 30 dias, deve informar qualquer mudança de endereço, comparecer a todos os atos do processo e está proibida de se aproximar da vítima ou retornar à pousada.
A ocorrência foi registrada na 16ª Delegacia de Polícia de Planaltina pelos crimes de lesão corporal, dano, injúria qualificada e infrações previstas na Lei Maria da Penha.
















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