O embaixador do Irã em Roma afirmou nesta terça-feira que o líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, está no território iraniano e segue no comando em meio à guerra contra Estados Unidos e Israel.
“Mojtaba Khamenei está no país e exercendo suas funções de liderança em uma situação de guerra”, disse Mohammad Reza Sabouri em entrevista à agência italiana ANSA.
Mojtaba assumiu o cargo após a morte do pai, Ali Khamenei, morto em um ataque aéreo no primeiro dia do conflito.
O diplomata negou rumores de que o novo líder estaria fora do país para tratamento médico após ter sido ferido em bombardeios, classificando as informações como “propaganda e desinformação típicas da mídia israelense”.
Segundo ele, o líder continua coordenando a guerra junto às instituições do país, mas ainda não apareceu em público por razões de segurança.
Sabouri também afirmou que Teerã busca um cessar-fogo, mas responsabilizou os Estados Unidos pela dificuldade nas negociações. “O principal problema está nas posições contraditórias e nas exigências consideradas irracionais, que geram desconfiança”, disse.
Ele acrescentou que o Irã sempre defendeu soluções diplomáticas e que suas demandas foram apresentadas durante a segunda rodada de negociações em Genebra, realizada dias antes do início dos ataques, mediada por Omã.
“Os Estados Unidos conhecem bem a posição do Irã”, afirmou.
Para o embaixador, o início da guerra em 28 de fevereiro ocorreu justamente quando havia um processo diplomático em andamento para tratar das preocupações em torno do programa nuclear iraniano.
“Se antes já havia dúvidas sobre o compromisso dos Estados Unidos com os acordos, após a guerra essas dúvidas se transformaram em total desconfiança”, declarou.
Apesar disso, o diplomata disse que há esforços de outros atores internacionais para reduzir a tensão e buscar uma solução para o conflito.
“O principal problema continua sendo o fato de os Estados Unidos e Israel não respeitarem os princípios da diplomacia e do direito internacional”, afirmou.
Autoridades iranianas informam que a ofensiva iniciada pelos dois países já deixou mais de 1.500 mortos, incluindo nomes importantes como o próprio Ali Khamenei, Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e os ministros Aziz Nasirzadeh, da Defesa, e Esmail Khatib, da Inteligência, além de outros integrantes das forças armadas e da segurança do país.
















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