No sexto dia da guerra no Oriente Médio, a Guarda Revolucionária iraniana revelou uma décima nona onda de bombardeamentos, em uma “operação combinada de mísseis e drones contra as posições” de Israel e das bases norte-americanas na região.
Jornalistas da agência France-Presse (AFP) ouviram explosões em Jerusalém esta madrugada, após mais uma série de lançamentos de mísseis iranianos. Os serviços de emergência israelenses não reportaram vítimas imediatas.
Duas horas antes, o exército israelense acionou três alertas para mísseis iranianos.
As Forças de Defesa de Israel alertaram várias vezes para o lançamento de mísseis a partir do Irã e garantiram estar trabalhando para “interceptar a ameaça”.
Até ao momento, não há registo de vítimas.
Entretanto, o Ministério da Defesa da Arábia Saudita afirmou ter interceptado três drones.
Um petroleiro também sofreu uma explosão na região do Kuwait, provocando derrame de petróleo mas sem vítimas nem a ocorrência de incêndios. O incidente ocorreu fora das águas territoriais kuwaitianas, perto do estreito de Ormuz — rota vital para o comércio energético mundial.
O episódio segue-se ao ataque de um porta-container por mísseis na mesma zona, com o Irã afirmando controlar totalmente esta passagem estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito global.
Este é o sexto dia de ataques iranianos contra estes alvos, em retaliação pela operação conjunta dos Estados Unidos e Israel contra Teerã, que provocou a morte de centenas de pessoas e do líder supremo iraniano, o ayatollah Ali Khamenei.
Desde sábado, pelo menos 1.114 civis foram mortos no Irã, segundo dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), uma organização não-governamental sediada nos EUA e composta por defensores dos direitos humanos.
Destes, a agência afirma que pelo menos 181 eram crianças. A HRANA indica ainda que está analisando quase 900 mortes adicionais relatadas.
Por outro lado, os ataques do Irã causaram a morte de seis soldados norte-americanos no Kuwait, onde também morreram dois militares e uma criança, bem como a morte de dez israelitas durante as primeiras vagas e outra vítima mortal no Bahrein.
















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