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Irmãos suspeitos de homicídio em Paranavaí são presos em Minas Gerais

Polícia divulga fotos de procurados por homicídio ocorrido em Paranavaí

Na tarde desta segunda-feira (2), uma operação integrada entre as polícias civis do Paraná e de Minas Gerais resultou na prisão preventiva dos irmãos João Gabriel Cortez Delgado, 27 anos, e Guilherme Cortez Delgado, 22 anos, suspeitos de envolvimento no crime que tirou a vida de Maycon Alves da Silva, de 42 anos, em Paranavaí, no dia 14 de fevereiro.

A ação contou com a participação da 8ª Subdivisão Policial (SDP) de Paranavaí, do Grupo TIGRE (PCPR) e do departamento de operações especiais mineiro (DEOESP/PCMG).

Após o trabalho de investigação das três unidades, os suspeitos foram localizados na cidade de Moeda (MG). Segundo a polícia, os irmãos estavam na região desde o dia 23 de fevereiro, dois dias antes da Justiça expedir os mandados de prisão contra a dupla.

Os detidos foram encaminhados ao sistema prisional de Minas Gerais, onde permanecem à disposição do Judiciário. Com as prisões, a Polícia Civil deve concluir o inquérito em até dez dias para que os envolvidos sejam processados.

As investigações continuam para localizar um terceiro suspeito do crime, identificado como Luiz Felipe Lopes de Deus, que segue foragido e com mandado de prisão em aberto.

Divulgação: PCPR

O CASO

Um crime bárbaro de “justiça com as próprias mãos” foi registrado em Paranavaí, no noroeste do Paraná. Maycon Alves da Silva, de 42 anos, morreu após ser brutalmente agredido por três homens no bairro em que morava. A vítima foi agredida no sábado (14) e retornou para casa após as agressões. No dia 16, foi internada. O óbito foi registrado no dia 18.

As investigações apontam que os suspeitos Guilherme Cortez Delgado, João Gabriel Delgado e Luiz Felipe Lopes de Deus teriam agido após presumirem que Maycon teria praticado o furto de uma máquina de lavar roupas pertencente a um dos investigados.

Conforme o delegado da PCPR Marcelo Trevizan, não há indícios de que a vítima tenha cometido o furto. No dia 15, um dos investigados teria procurado a vítima, entregue R$ 300 e feito ameaças para que o caso não fosse comunicado à polícia.

O registro da ocorrência foi formalizado no dia 17 por um familiar, quando a vítima já estava internada. Uma equipe policial foi até o hospital para colher o depoimento, mas não foi possível realizar a oitiva porque a vítima estava desacordada.

“Como não houve prisão em flagrante e o registro ocorreu dias após o fato, a detenção dos suspeitos dependia de ordem judicial. Após diligências, os investigados foram identificados e a autoridade policial representou pela prisão preventiva. O pedido teve parecer favorável do Ministério Público e decisão judicial expedida no dia 25”, explicou o delegado.

Vídeos registrados por câmeras de segurança e aparelhos celulares, que agora auxiliam a Polícia Civil, mostram a violência da abordagem. Testemunhas afirmam que, durante o espancamento, Maycon insistia em sua inocência, repetindo que “apenas bebia e não mexia com ninguém”.