A escolha do jornalismo para Aleksa Marques se deu pela versatilidade da profissão. Poder caminhar por várias vertentes dentro da comunicação foi o que levou a jovem recém saída do colégio para a universidade.
Hoje, há 10 anos na profissão, a jornalista é apresentadora do programa Destaque e repórter na emissora de televisão Rede Massa (SBT) em Maringá. Há um ano e meio atua como videorrepórter, categoria teoricamente nova dentro do jornalismo televisivo, onde o repórter trabalha sozinho, sem mais a presença de um cinegrafista.
“No vestibular, eu buscava uma carreira que me permitisse ser várias versões de mim mesma sem me prender a um só lugar. Pensei em Odontologia, Arquitetura e até Oceanografia, mas entendi que a comunicação era o caminho. O que me motivou foi a possibilidade de transitar por diferentes mundos dentro de uma única profissão. Tive como grande inspiração minha prima, Thais Santana, uma jornalista maravilhosa que atuava em Curitiba. Olhando para a trajetória dela, percebi que o jornalismo se encaixava perfeitamente comigo: é a chance de viver um milhão de coisas sendo uma profissional só.”
AMADURECIMENTO PROFISSIONAL
Com uma extensa carreira na televisão regional, passando por emissoras de Londrina e Maringá, Aleksa destaca que o início da carreira foi pautado por dificuldades – que hoje julga que foram necessárias para sua formação profissional.
“Todo início é difícil e eu ‘apanhei’ bastante, principalmente logo após a formatura. Comecei no cinema e no audiovisual em Londrina, um ambiente teoricamente mais controlado. A grande virada — e o maior desafio — foi a transição para a TV, na Band. Ali, percebi que não tinha o deadline ágil que o jornalismo diário exige. Como produtora de um programa ao vivo, precisei aprender a me desdobrar em mil para entregar o conteúdo a tempo, muitas vezes sem ajuda. Olhando para trás, vejo que esses ‘perrengues’ foram fundamentais; sem eles, eu não teria a experiência que possuo hoje.”

A jornalista relata que os sonhos de jovem seguem sendo realizados, como o de se tornar apresentadora de TV. Mas ela ressalta que, se pudesse dar um conselho à sua versão mais nova, seria para ser menos ansiosa.
“A Aleksa do passado queria o impossível em tempo recorde. Hoje, com a maturidade de quem completa uma década de profissão, eu diria para aquela menina ser mais tranquila. É gratificante olhar para frente e ver que conquistei meu espaço: apresento um programa estadual, trabalho do jeito que acredito e tenho a oportunidade de conectar pessoas. Se eu pudesse prever esse futuro dez anos atrás, a felicidade seria indescritível. O recado é simples: confie, porque o tempo se encarrega de colocar tudo no lugar.”
OS DESAFIOS DA PROFISSÃO
Aleksa carrega consigo um perfil mais leve dentro da profissão – profissão essa que muitas vezes é pautada por temas dolorosos, sensíveis e incômodos – e que desde o início da carreira sempre soube o que gostaria fazer: levar para quem está em casa ou na rua, acompanhando pela TV ou pelo celular, uma notícia boa ou um fato curioso.
“Eu me lembro de um feriado de céu azul e sol brilhante, o cenário mais lindo do mundo, quando precisei cobrir um homicídio em outra cidade. Foi o meu primeiro ‘corpo estendido’. Enquanto tentava gravar a reportagem, percebi que o meu jeito de comunicar — sempre sorrindo e buscando agregar algo positivo — não cabia naquela cena de violência. Ali tive a certeza absoluta: eu não queria passar essa visão de mundo para as pessoas. Aquele impacto me mostrou que minha missão no jornalismo era levar informações que construíssem e inspirassem.”
PRESENÇA NAS REDES SOCIAIS E FUTURO DO JORNALISMO
Desde o início da carreira, a jovem jornalista aposta nas redes sociais como uma ferramenta importante de trabalho. Em seu perfil no Instagram, Aleksa acumula mais de 55 mil seguidores e mostra, diariamente, sua rotina profissional mesclando com a vida pessoal.
Na rede social da Meta, a jornalista trabalha com muito do que a comunicação pode proporcionar: fatos relevantes, curiosidades, trends e propagandas. Ela destaca que tanto na TV quanto nas plataformas digitais busca cruzar as linguagens e trazer um pouco de cada meio para onde está atuando.
Com o constante avanço da inteligência artificial, a jornalista ainda fala da necessidade de se adaptar às novas tecnologias para ‘não ficar de fora’.
“Trabalho com redes sociais há dez anos, antes mesmo de o termo ser o que é hoje. Como jornalista, sempre acreditei que não podemos colocar todos os ovos no mesmo cesto. Sendo vídeo repórter há um ano e meia na TV, busco levar a linguagem solta da internet para o vídeo e conteúdos relevantes para as redes. O repórter de hoje precisa sair do ‘quadrado’ — o formato engessado de texto, off e sonora — para ser algo mais atrativo. A ferramenta agora é o celular: rápido e prático. Quem não se adaptar a essa realidade vai ficar fora do mercado. Daqui a cinco anos, não sei se teremos inteligência artificial ou a ‘Aleksa virtual’ fazendo reportagens, mas sei que, independente do que aconteça, a gente vai ter que se adaptar.”


O AMOR PELAS HISTÓRIAS
Com o passar dos anos, as experiências pessoais e profissionais consolidam o processo de amadurecimento. No entanto, para Aleksa, há pilares no jornalismo que o tempo não muda. Um deles é a liberdade de transitar por diversos cenários, perspectivas e visões de mundo e, ao final de cada jornada, reconhecer que cada uma dessas histórias agora faz parte de quem ela é.
“O que mais me encanta no jornalismo hoje é o mesmo que fascinava a Aleksa de dez anos atrás: a possibilidade de ser várias versões de mim mesma e não ter uma rotina fixa. É um ‘sobe e desce’ constante; todo dia é uma incógnita. Fazemos a mesma coisa diariamente, mas de formas extremamente diferentes, e é isso que me dá gás para continuar sem cair no tédio ou na monotonia. Entre perrengues e dias de querer ‘chutar o balde’, o que prevalece é o amor por contar histórias e levar informações que realmente agreguem e façam a diferença na vida das pessoas.”
















Adicionar Comentário