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Justiça nega asilo a menino detido pelo ICE e família será deportada

Justiça nega asilo a menino detido pelo ICE e família será deportada

Um juiz federal de imigração dos Estados Unidos negou o pedido de asilo da família de Liam Conejo Ramos, menino de cinco anos que chegou a ser detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis, no estado de Minnesota.

Segundo a advogada da família, Danielle Molliver, citada pela agência Associated Press, já foi emitida uma ordem de deportação para o Equador. A defesa, no entanto, informou que vai recorrer da decisão junto ao Conselho de Apelação de Imigração.

“Estamos profundamente desapontados com a decisão errada do juiz”, afirmou Molliver. “Estamos comprometidos com a família e vamos lutar no recurso.”

Em entrevista ao jornal Minnesota Star Tribune, a advogada disse ainda que os familiares “estão muito decepcionados” com o resultado, já que esperavam ao menos ter uma audiência completa para apresentar seus argumentos.

A decisão também foi criticada pelo Distrito Escolar Público de Columbia Heights, onde Liam estuda. Em nota, a instituição classificou o caso como “devastador”.

“Respeitamos o processo legal, mas não podemos ignorar o impacto humano — especialmente nas crianças — dessa ação federal, que afetou membros da nossa comunidade que entraram no país por meios legais. Nossos pensamentos estão com Liam e sua família, e continuaremos a apoiá-lo”, diz o comunicado.

Procurado pela Associated Press, o Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que a família teve acesso ao devido processo legal e que a ordem final de deportação foi emitida em 19 de fevereiro.

Liam e o pai, Adrián Conejo Arias, foram detidos em 20 de janeiro e transferidos para um centro no Texas. Eles foram liberados no dia 1º de fevereiro, após decisão judicial, e retornaram para casa dias depois.

Em entrevista ao Telemundo, Adrián relatou o impacto emocional do episódio no filho. “Não foi nada fácil. Meu filho não é mais o mesmo. Ele está muito assustado. À noite, acorda chorando e pedindo ajuda… tem pesadelos”, contou.

A mãe do menino, Erika Ramos, que está grávida, também enfrenta dificuldades. Segundo a família, ela já precisou de atendimento médico devido a complicações durante a gestação.

Erika já havia contestado a versão apresentada pelas autoridades, que alegaram que Adrián teria abandonado o filho. Segundo ela, o marido foi abordado por agentes ao chegar em casa após buscar a criança na escola.

“Eles o algemaram e o prenderam. Depois, pegaram meu filho e o levaram até a porta da minha casa para que eu abrisse. Ele batia e dizia: ‘Mamãe, abre a porta’. Eu estava apavorada”, relatou.

A mãe afirma que os agentes teriam usado a criança como forma de pressioná-la a sair da residência. “Parecia uma tentativa de me provocar para que eu saísse desesperada atrás do meu filho e fosse presa também”, disse.

Vizinhos e funcionários da escola também relataram que o menino teria sido usado como “isca”, versão negada pelo Departamento de Segurança Interna.

O caso gerou forte repercussão após a divulgação de imagens que mostram agentes cercando a criança, que usava um gorro azul de coelho e uma mochila do Homem-Aranha.

A secretária adjunta de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, afirmou que o ICE não tinha como alvo o menino e negou que ele tenha sido detido, reiterando que a mãe se recusou a ficar com a criança após a prisão do pai.

Declaração foi feita após vitória venezuelana sobre os Estados Unidos no Clássico Mundial de Beisebol. Comentário reforça falas anteriores do presidente e ocorre em meio a reaproximação diplomática entre os dois países

Notícias ao Minuto | 06:30 – 18/03/2026