Conhecida por declarações polêmicas, Luana Piovani decidiu falar sobre a mudança espiritual que vem passado e disse se reconhecer, hoje, como “evangélica macumbeira”.
Em entrevista ao videocast ‘Conversa Vai, Conversa Vem’, a atriz detalhou o processo de aproximação com religiões de matriz africana. “Acabei de me tornar macumbeira e estou muito feliz e orgulhosa. Sou fofa de nascida, mas de criada sou Iansã”, disse.
Piovani afirmou que a decisão foi resultado de um interesse antigo que tinha pelo espiritismo. “Levei anos tendo curiosidade, sem saber se era a hora e se eu realmente queria. Mas chega num momento da vida… 50 anos, né? Sou virginiana, adoro ciclos terminados”, afirmou.
A atriz relacionou a espiritualidade à própria identidade. “Observo meu entorno: sou brasileira, tudo que é de matriz africana me interessa, é meu povo, minha música, meu DNA. Fui crescendo e virando cada vez mais cidadã. Existir é político”, declarou, citando que uma viagem recente para Salvador a fez se identificar com a religião.
Piovani também comentou a relação com a religião evangélica, herdada da avó. “Minha avó, que me levou para a Igreja Adventista do Sétimo Dia, deve estar dando volta no caixão. Li a Bíblia, fui para Israel, sempre gostei muito da cultura judaica por conta do Velho Testamento”, afirmou.
Depois fez críticas ao cenário atual do segmento. “Religião é reverenciar e respeitar a natureza, os seres humanos, a diversidade, pregar o amor. Deus é amor. Seja os diferentes nomes que possa ter”, declarou, antes de acrescentar: “O evangélico de hoje é o que há de pior no ser humano. Virou o protótipo de um ser desprezível. Virou uma indústria política”.
A atriz concluiu reforçando o posicionamento. “Sou evangélica e tenho lugar de fala para dizer: a maioria dos evangélicos hoje é uma raça que pelo amor de Deus! Achou ruim? Come menos! Caguei para vocês!”, afirmou.















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