A empreendedora Fernanda Correa, natural de Corumbá (MS), viveu momentos de tensão no início de fevereiro, enquanto jantava com a família na casa onde mora atualmente, na Ilha Sardenha, Itália. Ela estava ao lado do marido, que preparava a refeição, e dos filhos, Hector, 7 anos, e Ethan, 1 ano, quando um barulho repentino interrompeu a tranquilidade da noite.
“Vi vidros virem em cima de mim e o prato que estava ao lado do fogão voar no chão, partindo no meio”, diz, em entrevista ao site CRESCER. No primeiro instante, Fernanda não compreendeu o que havia ocorrido. Depois do susto inicial, percebeu que o fogão com mesa de vidro havia explodido e se despedaçado completamente.
“Era o meu marido que fazia o jantar naquela noite, eu estava sentada perto dele e do fogão e o meu filho Ethan estava na cadeira de alimentação perto da mesa no meio da cozinha. Nisso, escuto apenas a explosão”, lembra. Em meio à confusão, ela sentiu os estilhaços caindo sobre si e viu um prato se quebrar ao atingir o chão.
“Na hora, não consegui elaborar de imediato que era o fogão, pensei que fosse o prato que estava perto do calor da chama e explodiu”, conta. Ao se levantar, deparou-se com o cenário: “Vejo o fogão em pedacinhos. A cadeirinha de alimentação também estava cheia de cacos de vidro e meu filho estava chorando”, diz. Ao olhar para Ethan, percebeu um machucado no olho esquerdo do menino. “Provavelmente foi um vidro que cortou”, afirma. Ela também sofreu um pequeno corte no braço. Felizmente, nenhum dos ferimentos foi grave. “Poderia ter acontecido algo bem pior. Um verdadeiro livramento”, destaca.
O impacto emocional foi intenso. “Fiquei em choque, tentando acalmar meu filho e meu marido. Ethan estava chorando pelo susto com a situação. O nosso filho mais velho, Hector, dormia na sala e acordou com a explosão. Os vidros chegaram na sala para ter ideia da velocidade e da distância que percorreram”, ressalta.
Depois de atenderem aos ferimentos e se acalmarem, surgiram as dúvidas. “Milhares de dúvidas vieram à minha cabeça: como aconteceu? Tinha apenas três meses de compra! E se tivesse acontecido algo pior, de quem seria a responsabilidade? Como pode algo simplesmente explodir em cima de mim e da minha família?”, questiona. A família acionou os bombeiros e contatou a empresa fabricante. A garantia não cobriu o caso, classificado como dano acidental, e a causa da explosão não foi esclarecida. “Disseram que foi um dano acidental. Ficamos com o prejuízo, pois pagamos quase 600 euros nele. Voltamos a utilizar o nosso fogão antigo, que ainda tínhamos guardado. A única certeza é que fogão com mesa de vidro não entra mais aqui em casa”, destaca.
“Confesso que o dano econômico e material não foi o que me pesou em meio a isso tudo. E sim, que algo extremamente perigoso aconteceu e ninguém tem responsabilidade sobre isso”, afirma. “Foi um livramento e só por isso agradeço a Deus”, finaliza.
















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