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Ministério Público oferece denúncia contra policial acusado de matar a ex-mulher e o companheiro dela, em Terra Boa

Ministério Público oferece denúncia contra policial acusado de matar a ex-mulher e o companheiro dela, em Terra Boa

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O Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu denúncia contra o policial militar acusado de assassinar a tiros a ex-mulher e o companheiro dela, em Terra Boa (a 75 quilômetros de Maringá). O crime ocorreu na madrugada do dia 31 de janeiro.

O autor do duplo homicídio, identificado como Gustavo Pereira Costa, apresentou-se voluntariamente ao destacamento da PM em Terra Boa logo após o crime. No local, Costa confessou ter utilizado a arma da corporação para executar as vítimas. Segundo o relato do próprio policial, foram efetuados cerca de 17 disparos, impossibilitando qualquer chance de defesa.

Na denúncia, o MP-PR pede a condenação do acusado por feminicídio e homicídio qualificado. No caso do homicídio, a denúncia aponta as qualificadoras de motivo torpe (ciúmes e sentimento de posse do autor em relação à ex-mulher) e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A mulher, de 30 anos, deixou dois filhos, de 11 e 7 anos, sendo o mais novo filho do denunciado.

Além da condenação pelos crimes conforme as penas previstas na legislação, o MPPR requereu o pagamento de indenização de R$ 100 mil para os familiares de cada uma das duas vítimas.

De acordo com o boletim de ocorrência, o soldado afirmou que mantinha contato com a ex-companheira via WhatsApp quando, em determinado momento, ela parou de responder. Motivado pelo silêncio da vítima, ele foi até a residência dela, onde avistou uma motocicleta desconhecida.

O policial invadiu o imóvel após estilhaçar uma porta de vidro com disparos de arma de fogo. Ao localizar a ex-companheira, efetuou diversos tiros contra ela. Na sequência, dirigiu-se ao quarto e disparou contra o atual namorado da mulher, um jovem de 23 anos.

As vítimas foram identificadas como Jéssica Brito de Lima e Gabriel Dulo. Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegaram a ser acionadas, mas apenas constataram os óbitos no local. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do policial. O espaço segue aberto para manifestações.