SÁO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Ministério Público paulista denunciou mais quatro pessoas por ligação com o assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo Ruy Ferraz.
Novas denúncias foram protocoladas pelo do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, que ainda não divulgou o nome dos quatro suspeitos. O UOL tenta confirmar as identidades com o MP-SP e o texto será atualizado em caso de retornos.
Denunciados poderão responder por homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, favorecimento pessoal e integrar organização criminosa armada, segundo o MP paulista. É a segunda denúncia relacionada ao caso oferecida pelo Ministério Público, que em novembro de 2025 acusou formalmente outros oito envolvidos no crime.
Os suspeitos planejaram e executaram o assassinato de Ruy Ferraz, que atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil e chefiou a corporação entre 2019 e 2022, conforme investigações da corporação. O ex-delegado era alvo de ordem de morte emitida pelo alto escalão do PCC, em retaliação à sua atuação contra a organização.
O planejamento para o homicídio começou em março do ano passado, com a subtração de veículos, aquisição de armamentos e definição de imóveis para apoio logístico. No dia do crime, os executores emboscaram a vítima quando ela deixava a Prefeitura de Praia Grande, efetuando dezenas de disparos com fuzis. Após a execução, os criminosos atearam fogo em um dos veículos utilizados e se dispersaram. MP-SP, em nota
“Para elucidar os fatos, foram empregadas técnicas avançadas de investigação que permitiram reconstruir a dinâmica do crime e vincular os denunciados à execução”, informou ainda o MP. O crime, acrescentou o órgão em nota, “foi praticado com emprego de armas de fogo de uso restrito, em emboscada, e resultou também em duas tentativas de homicídio contra transeuntes atingidos por disparos”.
As investigações apontaram ainda que os denunciados utilizaram veículos furtados, imóveis de apoio na Baixada Santista e aplicativos de transporte para viabilizar a ação. Um dos supostos envolvidos identificados “morreu no curso das investigações ao resistir à prisão”, concluiu o Ministério Público estadual na mesma nota.
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