WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em primeira entrevista a jornalistas desde o início do bombardeio no Irã, que não foram os americanos que deram início à guerra, mas que eles vão encerrá-la. Ele estava acompanhado do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Dan Caine.
O secretário falou ainda que o país está em luto pelos quatro militares americanos que morreram durante a operação. “Nós não começamos esta guerra, mas sob o presidente Trump, nós vamos terminá-la.”
A entrevista de Hegseth acontece após o primeiro fim de semana dos ataques, em que o presidente Donald Trump não fez, até a manhã desta segunda-feira, nenhuma aparição ao vivo e concentrou as informações sobre a guerra em postagens no Truth Social e breve entrevistas a diferentes jornais e TVs.
Agora, em um discurso em que usou o slogan America First (América em Primeiro Lugar, em inglês), o secretário afirmou que qualquer um que ameaçar o país vai ser morto. “Se vocês matarem americanos, se ameaçarem americanos em qualquer lugar da Terra, nós vamos caçá-los sem pedir desculpas e sem hesitação, e vamos matá-los”, disse Hegseth.
O secretário ainda respondeu às críticas sobre a guerra. “Para a imprensa ao redor do mundo: Parem. Isso não é o Iraque. Não é interminável. Eu estive lá. Nossa geração sabe mais e este presidente também.”
Desde o início dos ataques, a gestão Trump tem sido criticada por dar início a mais um conflito no Oriente Médio. Até apoiadores temem que esta seja mais uma guerra sem fim, em que há um alto custo e causa a morte de militares americanos.
Segundo Hegseth, não há soldados americanos atualmente em território iraniano, mas “iremos tão longe quanto for necessário” e também complementou que não detalharia o que os EUA podem fazer enquanto a operação continua.
Ele criticou a postura do Irã em meio às negociações das últimas semanas, voltou a alegar que o país persa estava construindo armas nucleares e disse que ao invés de optar pela negociação, eles preferiram enrolar.
O secretário falou ainda que o país está em luto pelos quatro militares americanos que morreram durante a operação. “Que possamos conduzir o restante desta operação de uma maneira que os honre, sem desculpas, sem hesitação, com fúria épica”, afirmou.
Caine também expressou condolências às famílias dos militares mortos e feridos na operação. Porém, afirmou que mais mortes são esperadas. “Como sempre, trabalharemos para minimizar as perdas americanas”, disse.
Ele também disse que a operação envolve a Marinha, o Corpo de Fuzileiros Navais, a Força Aérea, a Força Espacial e a Guarda Costeira, em cooperação com o exército israelense. “E o fluxo de forças continua hoje”, afirmou ele, que relatou que forças adicionais estão a caminho.
Um repórter iraniano, que relatou ter deixado o Irã nos anos 1990, questionou o secretário se poderia retornar em segurança ao país ainda este ano.
Nisso, Hegseth repetiu as falas de Trump. “Eu não estou aqui para dar garantias sobre isso”, disse ele, que repetiu a fala de Trump dos últimos dias: “Povo do Irã, este é o momento de vocês. Nós vimos a natureza do regime exposta, vimos pessoas do Irã querendo mudança, este é o momento deles tirarem vantagem, com certeza.”
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