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Uma advogada foi presa de forma preventiva na manhã desta quinta-feira (13), em Sarandi, acusada de entregar celulares para presos. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Parlatório, conduzida pelo Ministério Público por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Além da prisão preventiva, a operação também cumpriu sete mandados de busca e apreensão e sete mandados de busca pessoal. As investigações apuram a prática dos crimes de integração em organização criminosa, ingresso ilegal de aparelhos telefônicos em estabelecimentos prisionais e lavagem de capitais.
De acordo com o Ministério Público, a advogada se valia das prerrogativas da profissão para entregar os celulares aos detentos durante visitas nas unidades prisionais. Por cada aparelho entregue, ela cobrava R$ 5 mil.
Expedidas pelo Juízo das Garantias da 3ª Vara Criminal de Maringá, as ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Maringá, Sarandi, Paiçandu e Paranavaí, em endereços relacionados aos investigados, com o apoio e a atuação conjunta, desde o início das investigações, da Polícia Penal e da Direção da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM). Durante o cumprimento das medidas judiciais, acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a profissional investigada foi presa temporariamente.
Com o avanço das apurações, foram obtidas evidências de que os eletrônicos clandestinos entregues se destinavam a instrumentalizar integrantes de uma organização criminosa nacionalmente conhecida, permitindo que seus membros, do interior da unidade prisional, mantivessem contato com o mundo externo, continuassem os vínculos com demais faccionados em liberdade e planejassem novos crimes.
















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