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Polícia apreende pasta-base de cocaína em fundo falso de veículo, em Maringá

Polícia apreende pasta-base de cocaína em fundo falso de veículo, em Maringá

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Na tarde deste sábado (21), por volta das 15h, na rodovia PR-323, no município de Maringá, uma equipe da PRF abordou um veículo Jeep/Renegade 1.8 AT, cor branca, com placas de Ribas do Rio Pardo-MS, conduzido por um homen de 27 anos, tendo como passageiros, sua esposa de 26 anos, e seus filhos menores, um menino de 7 anos e uma menina de 2 anos.

Durante a abordagem a equipe policial constatou nervosismo por parte do condutor, bem como contradições nas respostas apresentadas acerca do motivo e dos detalhes da viagem.

Considerando a presença de crianças no interior do veículo e o risco inerente à fiscalização às margens da rodovia, a equipe policial conduziu os ocupantes até a Delegacia da PRF de Maringá para a realização de averiguação minuciosa.

Na unidade policial, após revista detalhada no veículo, foi localizado um compartimento oculto no teto destinado ao transporte de substância entorpecente, ocasião em que foi dada voz de prisão ao casal.

Segundo declaração do condutor, ele preparou o veículo, adaptando-o com um “cofre” (compartimento oculto destinado ao transporte da droga), e realizaria o transporte do entorpecente de sua cidade, Ribas do Rio Pardo/MS, até a cidade de Maringá/PR, mediante pagamento de uma certa quantia em dinheiro.

Alegou também que sua esposa não tinha conhecimento dos fatos.

Após a retirada da droga e pesagem, constatou-se 53 kg de pasta-base de cocaína.

Um detalhe que chamou a atenção dos PRFs foi quando contataram que o veículo Jeep Renegade utilizado no transporte da droga, pertence ao pai do condutor, que foi preso pela PRF no dia 22 de janeiro de 2026.

Nessa data, os pais e uma irmã foram abordados pela PRF em Lins/SP e presos também com pasta-base de cocaína. Naquela abordagem estavam com 51 kg, vindos de Ponta Porã/MS.

Na abordagem de hoje, o casal foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Maringá. As crianças ficaram aos cuidados do Conselho Tutelar.

Eles, em tese, responderão pelo crime de tráfico de drogas, bem como maus-tratos, em razão da utilização da família como meio para ludibriar a fiscalização ao exporem os filhos menores à riscos físicos e psíquicos.