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Projeto de lei propõe ampliar alcance do Teste do Pezinho no Paraná com inclusão gradual de novas doenças

Projeto de lei propõe ampliar alcance do Teste do Pezinho no Paraná com inclusão gradual de novas doenças

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O deputado estadual Marcelo Rangel (PSD) apresentou, na Assembleia Legislativa do Paraná, um projeto de lei que propõe ampliar o alcance do Teste do Pezinho no estado. A proposta prevê que o exame de triagem neonatal passe a rastrear progressivamente cerca de 50 doenças, fortalecendo as políticas de prevenção e diagnóstico precoce em recém-nascidos.

O projeto altera dispositivos da Lei Estadual nº 19.173/2017, que trata da política de triagem neonatal no estado. Pela proposta, o rol de doenças identificadas pelo exame poderá ser ampliado pelo poder público, seguindo critérios técnicos e as diretrizes estabelecidas pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal.

A medida também busca alinhar a legislação estadual à Lei Federal nº 14.154/2021, que reformulou o programa em âmbito nacional e determinou a ampliação progressiva das doenças rastreadas pelo Teste do Pezinho em todo o país.

Segundo Rangel, o objetivo é fortalecer uma das principais políticas de prevenção em saúde infantil. O exame, realizado a partir da coleta de gotas de sangue do recém-nascido, permite identificar precocemente doenças genéticas, metabólicas, infecciosas e imunológicas que podem comprometer o desenvolvimento da criança.

Atualmente, o Paraná já registra avanços na área. O programa estadual de triagem neonatal investiga aproximadamente 30 doenças por meio do Teste do Pezinho ampliado, o que demonstra, de acordo com o parlamentar, a capacidade técnica e estrutural da rede pública de saúde para ampliar ainda mais o diagnóstico precoce.

Na justificativa da proposta, o deputado destaca que ampliar o número de doenças rastreadas representa um investimento estratégico em saúde pública. O diagnóstico precoce possibilita tratamento imediato, reduz complicações clínicas e internações hospitalares, além de diminuir custos futuros para o sistema de saúde.

“O compromisso é ampliar progressivamente o exame para alcançar cerca de 50 doenças, acompanhando a evolução técnico-científica e a capacidade operacional da rede pública”, afirma Rangel.

O projeto também prevê que o Poder Executivo poderá regulamentar a lei no prazo de até 90 dias após eventual aprovação e sanção. Caso a proposta avance no Legislativo, a expectativa é fortalecer a prevenção e garantir maior proteção à saúde das crianças paranaenses desde os primeiros dias de vida.