Tempo estimado de leitura: 4 minutos
O deputado federal Ricardo Barros (Progressistas) afirmou, nesta quinta-feira (5), que o senador Sergio Moro (União) “não se esforça” para viabilizar a própria candidatura ao Governo do Paraná. A fala foi feita para jornalistas, em coletiva de imprensa durante a solenidade de entrega das obras do Trevo do Catuaí, em Maringá.
Em nível nacional, a janela partidária – período do ano que permite aos ocupantes de cargo eletivo trocarem de legenda sem a perda do mandato – foi aberta nesta quinta-feira (5), o que deverá intensificar a definição dos nomes que disputarão os cargos na eleição 2026.
De acordo com Barros, o foco principal do Progressistas no Paraná é a manutenção da atual base de deputados, que conta com cinco federais e sete estaduais. Segundo o parlamentar, a indefinição quanto ao nome da Federação União-Progressista para a disputa do Palácio do Iguaçu estaria atrapalhando a formação das chapas.
“Com o senador Moro não há um namoro, é uma federação. Na verdade, hoje nós estamos no mesmo partido, mas gostaríamos de poder tomar uma deliberação diferenciada, na medida que o senador Sergio Moro se diz pré-candidato, mas não busca articular a sua candidatura, atrair novos partidos, não se esforça para viabilizar a sua candidatura do ponto de vista político-partidário. Mas, como nós estamos em um partido, ele precisa do apoio dos Progressistas para viabilizar a sua candidatura e nós também não podemos filiar outra pessoa se ele ficar no partido e não permitir lançar outro candidato. Nós estamos nessa negociação, nessa discussão com a direção nacional dos nossos partidos que tem que deliberar essa questão, que está hoje atrapalhando a nossa formação de chapa de deputados estaduais e federais”, declarou Ricardo Barros.
Ainda segundo o deputado federal, a cúpula do Progressistas no Paraná foi unânime em deliberar que não apoiará a candidatura de Moro. A decisão final, no entanto, terá de ser tomada pelo diretório nacional, que ainda não bateu o martelo.
“O nosso partido, o Progressistas, deliberou ainda com sua executiva estadual, por unanimidade, que não apoiaria o candidato ao governo de Sergio Moro. E o Ciro Nogueira, o nosso presidente nacional, esteve presente nessa nossa reunião. Esse fato não mudou ainda, continuou mesmo, então nós precisamos que haja algum fato, se não vai continuar como está, nós não apoiaremos e, portanto, não se viabilizará a candidatura de Sergio Moro na federação”, pontuou.
“Cida não precisa fazer pré-campanha”
Ricardo Barros também foi questionado em relação a esposa, a ex-governadora Cida Borghetti, que na quarta-feira (4) declarou, em entrevista exclusiva ao Maringá Post, que não tem a pretenção de disputar nenhum cargo eletivo nas próximas eleições.
Conforme o deputado, se for convocada pelo partido, “ela vai disputar”. Barros pontuou que Cida “não precisa fazer pré-campanha”, em razão do trabalho já reconhecido pela população do Paraná.
“A Cida não precisa fazer pré-campanha para nada, ela tem nome, ela tem pessoas em todo o Estado. Aliás, fez um grande Governo em nove meses, é campeã de convênios em toda a história do Paraná, só esse ano que o atual governador vai superar o número que ela fez com os municípios durante o seu mandato. Ela não precisa fazer pré-campanha. Se ela for convocada pelo partido, ela vai disputar. Eu também não estou precisando fazer pré-campanha. Eu sou pré-candidato a reeleição de deputado federal, fico muito bem aonde eu estou. É assim que funciona a política”, finalizou.
















Adicionar Comentário