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Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela um dado preocupante: uma em cada quatro adolescentes no Brasil já passou por alguma forma de violência sexual. Os casos incluem toques, beijos forçados ou exposição de partes íntimas sem consentimento.
As informações fazem parte da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), que ouviu 118 mil estudantes de 13 a 17 anos em mais de quatro mil escolas públicas e privadas do país em 2024.
Segundo o levantamento, o problema tem crescido no país. Em comparação com 2019, o número de meninas que relataram esse tipo de violência aumentou quase seis pontos percentuais. Além disso, 11,7% das estudantes disseram já ter sido forçadas ou intimidadas a ter relações sexuais.
Embora as meninas apareçam como as principais vítimas, os meninos também relataram situações semelhantes. No total, a pesquisa estima mais de 2,2 milhões de adolescentes vítimas de assédio sexual e cerca de 1,1 milhão que já foram forçados a relações sexuais.
Outro ponto que chama atenção é quem são os agressores. Na maioria dos casos, a violência vem de pessoas próximas. Entre os estudantes que relataram relações sexuais forçadas, parte apontou pais, padrastos ou outros familiares como autores. Também aparecem namorados, ex-namorados e amigos.
A pesquisa mostra ainda que muitos casos acontecem quando as vítimas ainda são muito jovens. Entre os adolescentes que relataram ter sido forçados a uma relação sexual, mais de 66% tinham até 13 anos na época da violência.
O levantamento também trouxe dados sobre gravidez precoce. Cerca de 121 mil adolescentes entre 13 e 17 anos já engravidaram ao menos uma vez, o que representa 7,3% das meninas que disseram ter iniciado a vida sexual.
Apesar desses números, o estudo indica que os jovens estão começando a vida sexual um pouco mais tarde. Em 2024, 30,4% dos adolescentes disseram já ter tido relação sexual, percentual menor que o registrado na pesquisa anterior.
















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