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Mesmo que receba um parecer positivo do jurídico, os vereadores de Maringá não pretendem assinar o pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra a Copel na cidade. A proposta, de autoria de Uilian da Farmácia (União), foi protocolada na última terça-feira (10).
Em discurso na tribuna do legislativo ainda na terça (10), Uilian argumentou que o Inquérito teria o objetivo de apurar eventuais falhas na prestação do serviço por parte da concessionária no município, citando nominalmente supostos “apagões” em diferentes regiões de Maringá.
A proposta ainda não recebeu um parecer da Câmara que, procurada pela reportagem, afirmou que não irá se manifestar no momento. Regimentalmente, caso a CPI receba aval do jurídico, ela precisará receber assinaturas de, ao menos, 1/3 dos vereadores para poder ser votada em plenário.
Parlamentares consultados pela reportagem, no entanto, afirmam que isso não deverá acontecer. O entendimento deles é de que uma CPI não é o instrumento mais adequado para apurar falhas de prestação de serviço. Um deles cita que o legislativo até teria competência de investigar uma empresa que atua em âmbito estadual, mas sem um crime cometido de forma explícita, uma Comissão de Estudos seria a melhor forma de conduzir os trabalhos, tal qual ocorreu com a Comissão que investigou a PPP da Iluminação.
Em entrevista ao Maringá Post, Uilian mencionou eventuais prejuízos de moradores em razão de danos a equipamentos elétricos, causados pelas interrupções no fornecimento de energia.
“A gente está sofrendo constantemente com os apagões da Copel. Isso não se trata só em dias de chuva ou tempos que tem vendavais, a gente também está tendo essas ocorrências em dias normais e ela está insustentável. A gente gostaria de saber com essa CPI o que está sendo feito para melhorias, quais o tipos de ações que a Copel está tomando. O contribuinte ele acaba tendo esse prejuízo no final das contas, porque quando queima algum eletrodoméstico, alguma coisa, a questão do ressarcimento é muito difícil, a gente sabe disso, é moroso e trabalhoso, nem todos têm essa capacidade de correr atrás dessa compensação financeira”, disse.
Procurada pelo Maringá Post, a Copel não se manifestou sobre o assunto.
















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