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Wagner Moura chama Bolsonaro de Trump brasileiro em talk show de Jimmy Kimmel

Wagner Moura chama Bolsonaro de Trump brasileiro em talk show de Jimmy Kimmel

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Wagner Moura disse em entrevista ao talk show Jimmy Kimmel Live!, nesta quarta-feira (4), que o filme “O Agente Secreto” é uma consequência da perplexidade dele e do diretor Kleber Mendonça com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Esse filme não teria acontecido se não fosse por causa dele”.

Caso ganhe o Oscar de melhor ator, o brasileiro brincou que pensa em imitar Kimmel que, ao vencer o Critics Choice Awards de melhor talk show, em janeiro, fez um agradecimento irônico a Donald Trump.

“Obrigado, Sr. Presidente, por todas as muitas coisas ridículas que você faz a cada dia. Foram semanas excepcionais, e mal podemos esperar para voltar ao ar amanhã à noite para falar sobre elas”, discursou o americano.

Moura achou uma boa ideia fazer esse tipo de agradecimento e definiu Bolsonaro como “o Trump brasileiro”.

“Mas o nosso Trump está na prisão”, completou, conquistando aplausos da plateia.

O apresentador perguntou qual é a sensação de ver o ex-presidente punido pela trama golpista. “É uma sensação boa”, afirmou o ator.

O protagonista de “O Agente Secreto” vai acompanhado da esposa, Sandra Delgado, e de três amigos à cerimônia do Oscar, no dia 15. Um deles será Lázaro Ramos, como o próprio Moura revelou em entrevista ao Letterboxd.

Ele e Kimmel falaram sobre as ameaças tarifárias de Trump contra o Brasil e abordaram a dificuldade que Moura enfrentou para lançar o filme “Marighella”, dirigido por ele, nos anos de bolsonarismo.

O ator afirmou que os ecos da ditadura militar ainda são muito presentes no Brasil. Para ele, a eleição de Bolsonaro é um reflexo disso.

Ao mesmo tempo, Moura disse acreditar que as punições à trama golpista ocorreram rapidamente porque o país sabe o que é viver sob uma ditadura.

Em tom crítico ao momento atual dos Estados Unidos, ele mencionou as mortes de dois cidadãos americanos a tiros por agentes federais de imigração em Minneapolis.

“Esse é o país que exporta para o resto do mundo a luta pelos direitos civis?”, questionou. “Esse é o país de Martin Luther King?”

Kimmel mostrou uma imagem do Carnaval de Olinda, em que Moura foi homenageado com um dos tradicionais bonecões da folia.

O apresentador tentou entender a homenagem e perguntou se o ator brasileiro levou o bonecão para casa. “Eu levaria para todas as reuniões de família”, divertiu-se.

Esta não foi a primeira vez que Moura conversou com o apresentador. Em 2016, ele esteve no talk show para divulgar a série “Narcos”, na qual interpretou Pablo Escobar. Pelo papel, recebeu indicação ao Globo de Ouro na categoria de melhor ator em série dramática.

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Folhapress | 05:30 – 05/03/2026