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Após os 40, cuidado com a saúde íntima deixa de ser pontual e passa a ser contínuo

Após os 40, cuidado com a saúde íntima deixa de ser pontual e passa a ser contínuo

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A partir dos 40 anos, o corpo feminino começa a dar sinais mais claros de que está entrando em uma nova fase. Alterações no sono, oscilações de humor, cansaço frequente e mudanças na libido passam a fazer parte da rotina de muitas mulheres — mas nem sempre são investigadas com a atenção necessária.

Para a ginecologista Gigliola Bublitz, o principal erro ainda é tratar esses sintomas como algo isolado ou “normal da idade”. “O corpo não muda de uma vez só. Ele vai sinalizando aos poucos que algo precisa de atenção, e é nesse momento que o acompanhamento faz toda a diferença”, explica.

Esse olhar mais atento tem mudado a forma como a saúde feminina é conduzida. Em vez de consultas esporádicas, cresce a importância de um acompanhamento mais frequente, capaz de identificar precocemente alterações hormonais e funcionais — e, principalmente, de atuar antes que elas impactem de forma mais intensa a qualidade de vida.

Diante disso, a reposição hormonal ganha destaque como uma das ferramentas mais importantes, desde que bem indicada e personalizada. Longe de ser um protocolo padrão, o tratamento é ajustado conforme o perfil de cada mulher, considerando sintomas, exames e histórico clínico. “Hoje conseguimos trabalhar com doses individualizadas, respeitando o organismo e buscando equilíbrio, não excesso”, pontua a médica.

Outro pilar importante é a suplementação, que atua como suporte para o organismo em um momento de maior demanda. Deficiências de vitaminas e minerais podem potencializar sintomas como fadiga, queda de cabelo, alterações de humor e baixa imunidade — e, quando corrigidas, contribuem diretamente para a sensação de bem-estar.

Além da parte metabólica e hormonal, o cuidado com a saúde íntima também evoluiu significativamente com o avanço da tecnologia. Procedimentos como o laser íntimo têm sido utilizados para estimular a produção de colágeno na mucosa vaginal, melhorando a hidratação, elasticidade e o conforto da região — especialmente em casos de ressecamento e desconforto nas relações.

O fortalecimento do assoalho pélvico também ganha maior importância nessa fase. Responsável por sustentar órgãos importantes, essa musculatura pode perder força ao longo dos anos, contribuindo para quadros como a incontinência urinária. A fisioterapia pélvica segue como uma aliada importante nesse processo, ajudando na consciência e no controle muscular.

Como complemento, tecnologias como a cadeira Emsella permitem um estímulo mais intenso e profundo dessa musculatura, promovendo milhares de contrações em poucos minutos e potencializando os resultados de forma prática e não invasiva.

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Com sessões rápidas e sem dor, a EmSella fortalece a saúde íntima da mulher de forma não invasiva

Para viabilizar esse tipo de abordagem integrada, a Dra. Gigliola conta com o Intimate Care, um espaço voltado exclusivamente à saúde íntima feminina, equipado com tecnologias que permitem desde o equilíbrio hormonal até tratamentos regenerativos e de fortalecimento pélvico, em um ambiente pensado para oferecer privacidade e acolhimento.

“O que muda hoje é a forma de olhar para esse cuidado. Não é sobre tratar um sintoma específico, mas entender o corpo como um todo e atuar de forma integrada”, reforça a especialista.

Essa abordagem mais completa tem contribuído para transformar a experiência feminina após os 40. Em vez de uma fase marcada por desconfortos e limitações, cresce a percepção de que é possível atravessar esse período com mais equilíbrio, autonomia e qualidade de vida.

Com acompanhamento frequente e um plano de cuidado personalizado — que pode incluir reposição hormonal, suplementação e tecnologias como laser íntimo e fortalecimento do assoalho pélvico — a ginecologia passa a atuar de forma cada vez mais preventiva.

“Com acompanhamento adequado, a mulher não precisa aceitar perder qualidade de vida. Existe recurso, existe tratamento e, principalmente, existe prevenção”, conclui a Dra. Gigliola.