ALÉXIA SOUSA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou à Justiça um professor universitário de direito acusado de abusar e explorar sexualmente crianças e adolescentes. Segundo a Promotoria, os casos ocorreram entre 2020 e 2025 no bairro do Grajaú, na zona norte da capital fluminense.
Cordovil Antonio Nogueira Martins, 78, está preso desde março. Em depoimento na delegacia, ele afirmou que as relações eram consensuais e que as vítimas quiseram ser gravadas. Pela lei brasileira, qualquer ato libidinoso com menor de 14 anos configura estupro de vulnerável e entende-se que não é possível falar em consentimento.
Segundo o Ministério Público, ao menos três vítimas, com idades entre 10 e 17 anos, foram identificadas até o momento. A investigação aponta que o professor oferecia dinheiro, presentes, alimentos e outras vantagens para se aproximar das vítimas.
Por volta de 17h40 desta quinta-feira (7), a reportagem entrou em contato via Instagram com o advogado José Agripino, apontado como responsável pela defesa do professor, mas não houve resposta. Na consulta pública da OAB-RJ não há telefone cadastrado em nome do advogado.
A denúncia foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio à 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Criança e Adolescente da Capital. Martins responde pelos crimes de estupro de vulnerável, exploração sexual e produção e divulgação de material pornográfico envolvendo menores.
De acordo com a Polícia Civil, Martins atuava como professor de direito penal e também no Núcleo de Prática Jurídica de uma universidade, onde mantinha contato com famílias em situação de vulnerabilidade social atendidas por um projeto de assistência jurídica.
As investigações indicam que os encontros aconteciam na residência do investigado, no Grajaú. A polícia afirma que imagens e vídeos eram produzidos no local.
O professor foi preso temporariamente em 10 de março, em uma operação da (DCAV) Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima. Segundo a polícia, a investigação começou após troca de informações com organismos internacionais sobre armazenamento de conteúdo ilegal envolvendo menores em aparelhos eletrônicos ligados ao suspeito.
Durante as apurações, os agentes encontraram mais de 8.000 arquivos com conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes no celular do acusado. Para os investigadores, o material pode indicar a existência de outras possíveis vítimas ainda não identificadas.
O Ministério Público pediu à Justiça a conversão da prisão temporária em preventiva (sem prazo) e solicitou indenização mínima de R$ 500 mil para cada vítima identificada.
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