O Grupo Volkswagen registrou uma queda de 30,7% no lucro líquido no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2025, totalizando 3,103 bilhões de euros. Os números surgem em meio a um cenário de incerteza, no qual até 100 mil empregos podem estar em risco no conglomerado alemão.
A receita da empresa, que está colocando em prática um plano de redução de pessoal que afeta milhares de funcionários, recuou 0,2% no primeiro semestre, para 158,102 bilhões de euros. Já o lucro operacional (EBIT) caiu 11,6%, somando 5,931 bilhões de euros.
No segundo trimestre, o lucro líquido apresentou uma queda ainda maior em relação ao mesmo período de 2025, recuando 32,9%, para 1,538 bilhão de euros. A receita, por outro lado, avançou apenas 2%, alcançando 82,444 bilhões de euros.
Em comunicado, a Volkswagen reconheceu que enfrenta “um ambiente de mercado desafiador”, mas destacou que a receita permaneceu “praticamente no mesmo nível” registrado nos seis primeiros meses de 2025, quando totalizou 158,364 bilhões de euros.
Reestruturação segue em andamento
O Grupo Volkswagen, maior fabricante de automóveis da Europa, mantém em andamento um plano de reestruturação apresentado em 2025, que prevê a redução de cerca de 50 mil postos de trabalho. A maior parte dos cortes deve atingir a marca Volkswagen, com aproximadamente 35 mil vagas, enquanto o restante será distribuído entre Audi e Porsche.
Recentemente, o presidente-executivo da empresa, Oliver Blume, afirmou em uma entrevista interna — obtida pela revista Der Spiegel — que estuda promover uma nova rodada de cortes, que pode chegar a até 50 mil empregos em todo o mundo.
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