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Redes de proteção e polícia civil em Maringá alertam sobre abuso e exploração infantil na internet

Redes de proteção e polícia civil em Maringá alertam sobre abuso e exploração infantil na internet

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A facilidade de acesso a celulares, jogos online e redes sociais transformou a rotina das crianças e adolescentes em Maringá, mas também abriu portas para uma ameaça permanente: a atuação de criminosos virtuais. Especialistas em segurança, órgãos do Executivo e entidades de proteção do município têm reforçado os alertas sobre os riscos da pedofilia cibernética e do assédio online — ambiente em que o perfil do agressor costuma se esconder atrás de personas falsas e estratégias de cooptação lentas e bem articuladas.

Como Operam os Criminosos no Ambiente Virtual

Diferente do crime presencial, o aliciamento online costuma seguir etapas bem definidas no mundo digital:

Aproximação e construção de confiança (Grooming): O aliciador cria perfis falsos em jogos populares (como Roblox, Minecraft e Free Fire) ou redes como TikTok e Instagram, fingindo ser outra criança ou adolescente. Ele oferece presentes virtuais, moedas digitais ou elogios excessivos para conquistar a simpatia da vítima.

Isolamento da vítima: Gradualmente, o suspeito pede para migrar a conversa para canais privados e de mensagem instantânea (como WhatsApp ou Telegram), orientando o menor a não contar nada aos pais sob o pretexto de “segredo entre amigos”.

Chantagem e extorsão sexual (Grooming / Chantageamento): Após conseguir fotos íntimas ou conversas comprometedoras, o criminoso passa a ameaçar a vítima, afirmando que divulgará as imagens para colegas de escola e familiares caso não receba novos arquivos ou não marque um encontro presencial.

Sinais de Alerta: O que os pais devem observar

A mudança de comportamento costuma ser o primeiro indício de que a criança ou o adolescente está sofrendo algum tipo de assédio ou coação no ambiente virtual. As autoridades orientam atentar para:

Mudanças repentinas de humor: Ansiedade frequente, irritabilidade sem motivo aparente ou isolamento da vida familiar.

Segredo excessivo com as telas: O filho esconde a tela do celular/computador rapidamente ao ver um adulto se aproximar ou muda bruscamente de aba/aplicativo.

Uso noturno e alteração no sono: Permanecer até de madrugada conectado e apresentar queda brusca de rendimento escolar.

Recebimento de presentes ou encomendas sem origem clara: A aquisição de jogos, celulares, roupas ou crédito digital sem que os pais tenham comprado.

Cartilha de Prevenção: Cuidados Práticos no Lar Garantir a segurança digital não é tirar a privacidade do filho, mas exercer o dever de proteção. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) atribui aos pais a responsabilidade direta sobre o bem-estar e a integridade de seus dependentes, inclusive no ciberespaço.

Estabeleça Diálogo e Regras Transparentes

Mantenha conversas frequentes sobre os perigos da internet. Explique que nem todo mundo no ambiente virtual é quem diz ser e que nunca se deve enviar dados pessoais, endereço, escola onde estuda ou fotos de uniforme.

Configure filtros de controle parental

Utilize ferramentas nativas (como Family Link para Android ou Tempo de Uso para iOS) para restringir o tempo de tela, filtrar conteúdos inadequados para a faixa etária e limitar o download de novos aplicativos sem a aprovação do responsável.

Atenção a exposição excessiva das crianças

Evite publicar fotos de filhos com uniforme escolar, locais frequentes ou roupas de banho em perfis abertos. Criminosos monitoram contas públicas para obter informações sobre a rotina da família e imagens para bancos de dados ilegais.

Computadores em áreas comuns

Evite que crianças usem computadores ou tablets isoladas no quarto com a porta fechada, principalmente durante a noite. Deixe os dispositivos em áreas de circulação da casa, como a sala de estar.

Como agir e onde denunciar em Maringá

Caso desconfie ou confirme que seu filho foi vítima de assédio, violência ou exploração sexual pela internet, a orientação principal é não apagar as mensagens, prints, números de telefone ou links dos perfis dos suspeitos, pois eles servem de prova pericial.

PCPR / Nucria / Delegacias Especializadas: Procure a Delegacia da Polícia Civil em Maringá para registrar o Boletim de Ocorrência com o material coletado.

Disque 100: Canal nacional gratuito e anônimo para denúncias de violações de direitos humanos contra crianças e adolescentes.

Disque 181 (Paraná) / 197 (PCPR): Telefones diretos de denúncia anônima do Estado do Paraná.

Conselho Tutelar de Maringá: Atua na proteção direta e no acompanhamento de crianças e famílias vítimas de violação de direitos.

SaferNet Brasil: Plataforma (safernet.org.br) que recebe denúncias anônimas de páginas e perfis que disseminam conteúdo ilegal.# Alerta nas Redes: Como a Pedofilia na Internet Ameaça Crianças e Adolescentes em Maringá

Em Maringá o avanço da tecnologia e o acesso cada vez mais precoce a smartphones e computadores trouxeram facilidades para a rotina das famílias maringaenses, mas também abriram as portas de casa para um perigo silencioso: a pedofilia e a exploração sexual infantil no ambiente virtual.

Ação de órgãos de segurança pública e autoridades locais aponta que o aliciamento online (conhecido como grooming) não escolhe classe social nem bairro. Através de jogos interativos, redes sociais e aplicativos de mensagens, criminosos abordam crianças e adolescentes com estratégias sofisticadas de persuasão, criando laços de confiança para depois solicitar fotos, vídeos ou marcar encontros presenciais.

Como funciona o aliciamento virtual?

Especialistas em crimes cibernéticos explicam que os aliciadores costumam seguir um padrão de comportamento dividido em etapas:

Aproximação e Afeto: O criminoso cria perfis falsos, muitas vezes simulando ser outra criança ou adolescente, e demonstra interesse pelos gostos da vítima (jogos, rotina escolar, hobbys).

Isolamento: Aos poucos, o aliciador convence a criança a conversar em canais privados ou a não contar aos pais, sob o pretexto de ser um “segredo especial”.

Chantagem e Extorção (Sextortion): Após conseguir o primeiro conteúdo íntimo, o criminoso passa a ameaçar a vítima, dizendo que divulgará as fotos para amigos e familiares caso ela não envie mais materiais.Importante: Mudanças repentinas de comportamento — como isolamento social, queda no rendimento escolar, ansiedade ao usar o celular ou guardar o aparelho rapidamente quando um adulto se aproxima — são sinais de alerta claros para a família.

Guia prático de proteção de proteção as criaças

A prevenção no ambiente digital exige uma combinação de diálogo aberto e supervisão ativa. Confira as principais recomendações de especialistas em segurança da informação e proteção à infância:

Ação Como Praticar no Dia a Dia
Conversa e Vínculo Mantenha um canal de diálogo sem julgamentos. A criança precisa saber que, se algo estranho acontecer na internet, ela pode recorrer aos pais sem medo de ser punida ou perder o celular.
Regras de Privacidade Ensine desde cedo que dados pessoais (endereço, escola em que estuda em Maringá, rotina, fotos com uniforme) nunca devem ser publicados ou compartilhados com desconhecidos.
Monitoramento e Controle Parental Utilize ferramentas de controle parental para restringir conteúdos impróprios, gerenciar o tempo de tela e monitorar aplicativos instalados. O uso de telas no quarto, de porta fechada e durante a noite, deve ser evitado.
Atenção aos Jogos Online Desative chats de áudio e texto com desconhecidos em jogos multiplayer, ou monitore de perto com quem o filho interage nessas plataformas.

O que fazer em caso de suspeita ou crime?

Se você identificar ou suspeitar que seu filho está sendo vítima de aliciamento online:

Não apague as conversas ou arquivos: Mantenha todas as mensagens, fotos, números de telefone, links de perfis e nomes de usuário. Eles servem como prova pericial.

Faça capturas de tela (prints): Registre os detalhes, incluindo datas e horários das interações.

Registre o Boletim de Ocorrência: Procure o NUCIBER (Núcleo de Combate aos Cibercrimes) ou a Delegacia da Mulher e do Adolescente de Maringá.

Denuncie anonimamente: Utilize o Disque 100 (Direitos Humanos) ou a plataforma da SaferNet Brasil (safernet.org.br) para reportar páginas e perfis suspeitos.

Ofereça suporte emocional: Acolha a criança ou adolescente imediatamente. Vítimas desse tipo de abordagem frequentemente se sentem culpadas ou envergonhadas e precisam de apoio familiar e psicológico.