O dólar à vista abriu em leve alta nesta terça-feira, 28, cotado a R$ 5,1182, avanço de 0,12%, e atingiu o nível de R$ 5,12 logo depois. O movimento ocorreu mesmo após a divulgação do IPCA-15 de julho abaixo das expectativas do mercado.
A moeda americana acompanhava o leve fortalecimento do dólar no exterior, enquanto o petróleo seguia em queda e a maior parte das moedas de países emergentes também perdia valor diante da divisa dos Estados Unidos.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) avançou 0,06% em julho, após alta de 0,41% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado ficou abaixo do piso das estimativas da pesquisa Projeções Broadcast, que variavam de 0,17% a 0,28%, com mediana de 0,21%. O dado reforça a percepção de desaceleração da inflação e tende a ampliar as apostas em uma redução da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana.
Antes da divulgação do indicador, o Banco Central informou que o déficit em transações correntes somou US$ 2,3 bilhões em junho, em linha com as expectativas do mercado. Já o Investimento Direto no País (IDP) alcançou US$ 9,1 bilhões, acima das projeções.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, avançava levemente nesta manhã. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os Treasuries, recuavam pela terceira sessão consecutiva.
O petróleo ampliava as perdas iniciadas no fim da semana passada. O barril do Brent recuava cerca de 2% e permanecia abaixo de US$ 85, em meio aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
Entre os indicadores divulgados nesta manhã, a Fundação Getulio Vargas informou que o Índice de Confiança da Construção avançou 0,8 ponto em julho, para 92,5 pontos. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) desacelerou para alta de 0,62%, após avanço de 0,85% em junho.
Na segunda-feira, 27, o dólar à vista encerrou o pregão em alta de 0,62%, cotado a R$ 5,1122. Apesar da valorização na sessão, a moeda ainda acumulava queda de 0,98% em julho e de 6,86% em 2026.
















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