Destaques do Dia Maringa Policia

Trump promete responder “com muita força” aos novos ataques do Irã

Trump promete responder "com muita força" aos novos ataques do Irã

“Vamos atacá-los com muita força porque agora é a nossa vez. Eles sabem que isso vai acontecer”, disse Trump aos jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, depois que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) reivindicou um ataque com mísseis balísticos contra uma base aérea norte-americana na Jordânia.

“Eles atiraram. Agora é a nossa vez, e veremos se conseguimos chegar a um acordo em algum momento. Mas vamos atacá-los com muita força”, afirmou.

Washington acredita que o Irã também pode estar por trás de um ataque com um drone contra um navio norte-americano que transportava gás natural liquefeito para o Egito.

“Recebi informações sobre isso. É mais do mesmo, mas isso será resolvido. Será resolvido”, acrescentou Trump.

O presidente dos Estados Unidos disse estar recebendo pedidos, supostamente do Irã e de aliados de Washington na região, para reduzir a tensão, mas garantiu que responderá ao ataque mais recente.

A IRGC afirmou que o ataque foi uma “resposta às ações agressivas do Exército norte-americano” contra o Irã.

“Enquanto continuarem as ameaças contra o Irã e as ações ilegais das forças norte-americanas contra os nossos interesses, a resistência continuará”, destacou a IRGC, citada pela agência Fars.

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), todos os mísseis iranianos foram interceptados.

Os Estados Unidos e a Arábia Saudita realizaram nesta terça-feira ataques contra posições de grupos terroristas alinhados ao Irã no leste do Iraque, em resposta a mais de 30 ataques com drones coordenados pela IRGC contra forças norte-americanas e infraestruturas de energia sauditas nas últimas 72 horas, segundo o CENTCOM.

Os ataques destruíram vários centros logísticos e depósitos de armas, de acordo com o CENTCOM, que advertiu a IRGC e seus aliados para que interrompessem os ataques, a fim de evitar uma nova resposta militar dos Estados Unidos.

O Irã e os Estados Unidos haviam suspendido os confrontos no fim de semana, após quase duas semanas de ataques diários.

Na quinta-feira, os Estados Unidos realizaram a última onda de bombardeios contra a República Islâmica, no 13º dia consecutivo de ataques desde o colapso do cessar-fogo aceito pelas partes em junho, que tinha como objetivo interromper as hostilidades e abrir espaço para negociações de um acordo de paz definitivo.

As conversas estão concentradas na suspensão do bloqueio militar imposto pelo Irã ao tráfego marítimo comercial no Estreito de Ormuz e no programa nuclear iraniano.

Segundo o Axios, as negociações estão sendo conduzidas principalmente por Irã e Omã, mas Catar, Paquistão, Egito e os enviados da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, também participam ativamente.

Trump afirmou na segunda-feira que as negociações com o Irã têm “boas chances” de produzir resultados, após vários dias consecutivos sem ataques contra a República Islâmica.

O Irã, no entanto, afirmou que não está envolvido em qualquer negociação com os Estados Unidos, apesar da recente interrupção das hostilidades entre os dois países e dos relatos de contatos entre os países mediadores do Oriente Médio e a diplomacia de Teerã.

Por outro lado, o presidente norte-americano descartou preocupações sobre uma eventual escassez de munições após vários meses de ataques contra o Irã desde o início da ofensiva israelo-americana, em 28 de fevereiro.

Segundo o jornal The New York Times, que cita duas fontes próximas ao assunto, o governo dos Estados Unidos está preocupado com a redução dos estoques de sistemas de mísseis Patriot e de outros equipamentos de defesa antiaérea que protegem os países da região do Golfo.

Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores de Omã confirmou ter mantido conversas com seus colegas do Irã, Catar, Kuwait, Arábia Saudita e Egito para discutir um “acordo justo” sobre a navegação no Estreito de Ormuz.

No fim de junho, Omã criou, com o apoio dos Estados Unidos, um corredor marítimo temporário isento de taxas para facilitar a passagem pelo estreito.

O Irã respondeu com ataques a embarcações que utilizavam essa rota, o que levou Washington a intensificar os bombardeios em território iraniano.

Leia Também: Alzheimer de início precoce levou influenciadora canadense à morte assistida