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Maringaense transforma pesquisa com 1,4 mil publicações de torcidas antifascistas em livro

Maringaense transforma pesquisa com 1,4 mil publicações de torcidas antifascistas em livro

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A jornalista e pesquisadora Larissa Bezerra lançou nesta semana o livro Torcidas Antifascistas no Brasil: Futebol e Mobilização Política. A obra adapta para uma linguagem acessível a pesquisa de mestrado da autora, que analisou 1.392 publicações feitas por quatro páginas de torcidas antifascistas nas redes sociais para compreender como esses grupos se mobilizam e debatem temas políticos, sociais e esportivos.

O estudo investigou como essas torcidas articulam discussões sobre futebol, política e questões sociais, além de analisar de que forma o avanço do autoritarismo e o agravamento das vulnerabilidades sociais influenciaram os discursos publicados nas redes.

A pesquisa foi organizada em dois eixos. O primeiro analisou publicações sobre temas ligados aos próprios movimentos, como machismo, racismo, direitos dos povos indígenas e da comunidade LGBTIAPN+. O segundo examinou as postagens relacionadas ao contexto político brasileiro e a relação com a COVID-19.

O livro “Torcidas Antifascistas no Brasil”. Foto: colaboração
Em entrevista ao Maringá Post, a pesquisadora afirma que o futebol ocupa um espaço importante nos debates sociais do país.

“O futebol é muito importante para a gente ignorar. Ele pode ser um catalisador para movimentos sociais, para mobilização de causas melhores.”

Política e futebol

Larissa Bezerra pesquisa a relação entre futebol e política desde a graduação. Os primeiros estudos sobre torcidas organizadas começaram em 2016, quando produziu um livro-reportagem sobre o tema.

Para a jornalista, ainda existe a percepção de que o futebol é um espaço de alienação, mas a atuação das torcidas antifascistas mostra outra possibilidade.

“Muita gente ainda tem aquela ideia de que o futebol é um lugar de alienação. Essas torcidas mostram que pode ser o contrário também. O futebol é um esporte de multidões, e essas torcidas encontraram nesse espaço uma potência de transformação.”

A pesquisa de mestrado foi concluída em 2022. Anos depois, o trabalho foi contemplado em um edital do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar Sociedade e Desenvolvimento da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), com recursos da Capes destinados à publicação da obra.

Para transformar a dissertação em livro, a autora adaptou a linguagem acadêmica, reduzindo o uso de termos técnicos e reorganizando o conteúdo para alcançar um público mais amplo.

Confira, abaixo, a entrevista completa com a autora.

O e-book está disponível gratuitamente para download. Quem tiver interesse pode ler através deste link.

Já a versão impressa pode ser adquirida mediante contato com a autora pelas redes sociais.