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Escolas privadas ficam estagnadas no Ideb e reduzem abismo com a rede pública

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SÃO PAULO, SP E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Com avanços lentos, as escolas da rede pública do Brasil reduziram o abismo de desigualdade com a rede privada no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2025.

Os dados divulgados nesta quarta-feira (5) pelo MEC (Ministério da Educação) mostram que o desempenho das escolas privadas segue estagnado nos anos iniciais e finais do ensino fundamental e retrocedeu no ensino médio, em relação ao período de antes da pandemia, em 2019.

Já a média das escolas da rede pública avançou e é maior do que em 2019, ainda que abaixo da rede privada.

– Entenda o Ideb, que mede a qualidade da educação no Brasil

Enquanto as escolas públicas seguem avançando nos anos iniciais do ensino fundamental e alcançaram 6,1 no Ideb 2025, 0,4 ponto a mais do que na edição anterior, a rede privada teve uma leve queda (de 0,1 ponto) e voltou ao patamar que tinha em 2019, com média de 7,1.

Assim, a distância entre as duas redes, que chegava a 1,4 ponto antes da pandemia, foi reduzida para apenas 1 ponto nessa etapa.

Nos anos finais, a rede privada também segue no mesmo patamar de 2019, com Ideb de 6,4. Nesse período, a rede pública passou de 4,6 para 5.

Já no ensino médio, as escolas privadas tiveram queda no indicador, passando de 6, em 2019, para 5,8, em 2025, 0,2 ponto a menos do que em 2023. Já as escolas públicas conseguiram avançar nesse período e passaram de um Ideb de 3,9 para 4,3.

Apesar da redução da distância entre as duas redes, a diferença continua bastante significativa. Na média, ao final dos anos iniciais, os estudantes das escolas particulares têm notas que representam quase dois anos inteiros de aprendizagem a mais do que aqueles que estudam na rede pública.

Em matemática, por exemplo, a rede privada teve uma média de 253,73 pontos em 2025. Na rede pública, a média foi de 227,41. Uma diferença de 26,36 pontos.

Em português, a diferença foi de 22 pontos -com vantagem para as escolas privadas.

Uma variação de 12 pontos na média das provas dessas duas disciplinas é considerada relevante por estudiosos e representa a progressão de um ano inteiro de aprendizado.

A diferença de aprendizado se amplia conforme o avanço na trajetória escolar, chegando a uma diferença de 42,22 pontos em matemática, o que representa mais de três anos de aprendizagem. Em português, foi 30,83 pontos, o equivalente a cerca de 2,5 anos.

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