O acesso ao crédito deve ficar mais restrito nos próximos meses no Brasil. Os principais bancos privados do País passaram a adotar uma postura mais cautelosa na concessão de empréstimos, após identificarem aumento do risco de inadimplência entre famílias e empresas.
Segundo levantamento divulgado, após a apresentação dos balanços do segundo trimestre, Bradesco, Itaú e Santander ampliaram em 12,4% as provisões destinadas a cobrir possíveis perdas com calotes. O movimento é interpretado pelo mercado como um sinal de que as instituições esperam deterioração na qualidade das carteiras de crédito.
Especialistas atribuem o cenário à combinação de juros ainda elevados, alto comprometimento da renda das famílias e crescimento da inadimplência. Com maior risco, os bancos tendem a elevar os critérios de análise para aprovação de financiamentos, principalmente nas modalidades de crédito sem garantia.
Na prática, consumidores com menor capacidade de pagamento poderão enfrentar mais dificuldades para obter empréstimos, enquanto empresas de pequeno e médio porte também podem encontrar condições mais rigorosas para capital de giro e expansão dos negócios.
Apesar do aperto, a estratégia busca preservar a saúde financeira das instituições e evitar perdas futuras em um ambiente econômico ainda considerado desafiador. Analistas destacam que o comportamento dos índices de inadimplência e a trajetória da taxa básica de juros serão determinantes para uma eventual retomada da oferta de crédito nos próximos trimestres.
Fontes: balanços financeiros de Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil;
















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