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De pai para filho: paixão pelo rock e por discos de vinil atravessa gerações em Maringá

De pai para filho: paixão pelo rock e por discos de vinil atravessa gerações em Maringá

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Desde muito novo, ainda na década de 1990, a música estava presente na vida de Marcos Duarte. Fã de rock e da época em que as pessoas ainda aguardavam a canção favorita tocar no rádio para tentar gravar, ele descobriu nos LPs uma paixão.

Hoje, aos 44 anos, o empresário redescobriu o gosto em comprar discos e frequentar feiras de colecionadores, agora com uma companhia especial: a do filho, Petrus Duarte, de 13 anos. Há pelo menos quatro anos a dupla é vista junta em feiras de Maringá e região. No início, tratava-se apenas de um pai tentando uma atividade de fim de semana com o filho. O que ele não esperava era de que Petrus tomaria pelo hobbie o mesmo gosto que Marcos havia criado na adolescência.

“Eu já colecionava há um bom tempo, dei uma parada, mas tentei retomar. Agora é meu filho que tomou gosto e está dando continuidade no que eu já fazia. Desde os meus 16 ou 17 anos de idade eu já tinha vinil, sempre fomos do rock e hoje meus filhos também são, muito em razão de mim e da minha esposa”, contou, em entrevista ao Maringá Post.

Marcos conta que começou levar Petrus nas feiras de vinil quando o filho tinha 9 anos de idade. Hoje, Petrus já vai sozinho nas feiras e escolhe os discos que quer ter em sua coleção. Mas ambos também seguem frequentando os eventos juntos, mantendo a tradição de família.

Ele já me acompanha nesses eventos há uns quatro anos, eu o levo para poder comprar discos. Nesses eventos, você sempre tem um amigo, a gente sempre se junta, olha os discos que queremos, ele olha os que ele quer para ele também. Ele vai sozinho hoje, já conhece a galera, o pessoal, é bem legal de ver”.

Petrus conta que foi montando a coleção ao longo do tempo. O item favorito, também inspirado no gosto do pai, é o LP “Black”, do Metallica. “Achei uma forma diferente de ouvir música, é possível ter uma sonoridade, uma qualidade de áudio diferente do que ouvir nos meios convencionais, fora que foi uma forma de fazer algo junto do meu pai, o que torna tudo mais legal”, relata o filho.

Para o pai, é gratificante ver o filho seguindo o mesmo caminho que ele. “É gratificante. Porque a gente se sente bem gratificado, sabe que ele está no caminho certo. A galera do vinil ali, a galera que sempre está ali junto, são pessoas do bem”, afirmou Marcos.

“É algo que vale muito a pena, você ter alguma coisa para compartilhar com alguém, uma experiência nova, cultivar histórias para contar”, finaliza Petrus.